José Henrique da Silva, diretor da Bludata. Foto: Divulgação.

Ainda em fase de captação, o Wind Coworking contará com o investimento da Bludata, que há mais de 30 anos oferece soluções de gestão para despachantes, autoescolas, além de projetos de office banking e infraestrutura de TI. A equipe da companhia vai englobar o time de mentores do Wind.

A equipe será responsável pela gestão dos negócios alocados no espaço e a conexão entre freelancers, startups e empresas já consolidadas no mercado. O Wind é o primeiro projeto colaborativo de Blumenau com foco em negócios de tecnologia da informação e comunicação, saúde e energia.

“A Bludata é a primeira investidora do projeto e entra com a modalidade que o mercado conhece como smart money. Além de recursos financeiros, também aporta know how, insights e network. Investir neste projeto é uma oportunidade para que empresas consolidadas fiquem mais próximas de startups que estão surgindo com grandes inovações que poderão ser investidas ou incorporadas aos produtos da Bludata”, explica Cássio Sperry, um dos articuladores do espaço.

A estrutura do Wind Coworking terá 842 metros quadrados e abrigará 13 estúdios, 18 posições compartilhadas em área comum, duas salas de reuniões e recepção. O local vai suportar até 71 pessoas trabalhando simultaneamente. 

O projeto inclui ainda um auditório com capacidade para 110 pessoas. A estrutura está sendo finalizada no subsolo do prédio do Polo Tecnológico de Informação e Comunicação da Região de Blumenau (Blusoft).

“Esse projeto é uma oportunidade de estar próximo do mercado, que está em constante evolução, acompanhando as novidades, dando suporte para a consolidação de ideias e, quem sabe, estender nossa atuação”, comenta José Henrique da Silva, diretor da Bludata.

O Wind Coworking é o primeiro passo de um projeto conhecido como Polo Tecnológico de Blumenau, que contará com três grandes empreendimentos voltados para dar o suporte em toda a cadeia de desenvolvimento de negócios tecnológicos (startups, scale ups e grandes empresas) e terá um investimento estimado eme R$ 50 milhões. 

Atualmente a iniciativa está na fase de captação de smart money e busca reunir startups e setores de pesquisa e desenvolvimento de empresas nos segmentos vistos como estratégicos para o crescimento de Blumenau. O prazo máximo para que toda a estrutura esteja em operação é de dez anos.

Hoje, o segmento de tecnologia de informação e comunicação, com 560 empresas, responde por pouco mais de 17% do ISS gerado em Blumenau, gerando 4,2 mil postos de trabalho.

Se unidos aos serviços de informação e telecomunicações, incluindo tecnologias em segurança, o número de empresas sobre para 750, com 4,9 mil empregos diretos e pouco mais de 18% do ISS gerado.