Otavio Argenton, country leader da SoftwareOne no Brasil.

A SoftwareOne, líder global em gerenciamento de portfólio de software e computação em nuvem, promoveu um executive series de três dias com o tema “novo normal”, para ajudar seus clientes a se adaptarem às realidades do mundo em meio ao coronavírus.

Com a mediação de Otavio Argenton, country leader da SoftwareOne no Brasil, a empresa reuniu a liderança dos principais parceiros da empresa, como Citrix, Microsoft, VMware e Veritas. 

Para que as empresas possam sair desse desafio melhores do que entraram, a Citrix, referência em espaço de trabalho digital seguro, acredita que a tecnologia funciona como um meio, sendo fundamental focar nos processos e nas pessoas.

No momento de crise, o primeiro passo é o entendimento que o problema existe. O segundo é pensar no tempo de duração dele, se perguntando se o plano de continuidade de negócio se sustenta pelo tempo que possa durar o distanciamento. O terceiro seria o novo normal, quando é preciso fazer diversos questionamentos.

“O que eu faço agora que eu estou voltando para o escritório? O que mudou nos processos? Para que a gente possa trabalhar no futuro de uma forma diferente, com uma experiência melhor, com uma preocupação naquilo que é o foco do negócio”, aconselhou Luis Banhara, general manager da Citrix.

A gigante Microsoft concorda que esse amadurecimento, meio que à força, vai fazer com que muitas empresas reavaliem as suas estruturas, os seus processos e até sua própria mentalidade de negócio.

“As empresas estão percebendo que o seu consumidor tem o poder de decisão e, se você for uma empresa que tenta apenas se aproveitar da crise sem dar nada de volta, talvez você seja penalizado por ele”, apontou Tânia Cosentino, general manager da Microsoft.

Para ela, alguns setores vão ter que se reinventar e esse é o novo normal, é tentar descobrir o que o cliente deseja nesse novo mundo para, através da tecnologia, gerar uma experiência melhor, seja física ou digital. 

Na opinião da VMware, especializada em comunicação em nuvem, a retomada necessariamente vai passar por cada empresa rever as suas fragilidades, tirar planos do papel e fazer um amplo uso de tecnologia.

O propósito deve ser garantir a continuidade dos negócios, mas também priorizar segurança e saúde dos colaboradores, famílias e da sociedade como um todo.

“Nós temos a tecnologia aí à nossa disposição, ela não pode ser enxergada como uma barreira, ela é sim uma ponte e nós podemos e devemos fazer bom uso dela. Se nós enxergarmos o propósito de usar a tecnologia como força para o bem, nós vamos dar um grande salto de evolução”, afirmou José Duarte, general manager da VMware.

Para a Veritas, líder em proteção de dados empresariais, o que existe no momento é um pêndulo exagerado, com todos em isolamento social. Aos poucos as coisas devem voltar ao normal e isso deve chegar a um meio termo.

“Vamos perceber funcionários que vão perguntar: será que eu quero trabalhar em uma empresa que não me dá mobilidade? E, se você quer reter um talento, você vai ter que se adequar”, acredita Gustavo Leite, country manager da Veritas.

Essa estratégia de mobilidade, no entanto, tem que ser muito pé no chão, com uma estratégia de proteção de dados bem estruturada, múltiplas cópias e a capacidade de recuperar seus dados de forma dinâmica - considerando o aumento dos ataques de ransomware.

“Há uma mudança na forma de relacionar e de fazer negócio. Como líder, eu acho que o principal desafio é manter a unidade. O escritório acaba criando essa conexão entre o time, mas nesse ambiente híbrido, que eu entendo ser o nosso futuro, a gente vai ter que trabalhar isso da mesma forma”, pontuou Gustavo Leite, country manager da Veritas.

Durante os encontros, a SoftwareOne destacou que quer sempre estar no foco do cliente, no que é importante para ele, criando uma relação de confiança atrelada a relações entre CPFs, ou seja, pessoas.

“Foram três dias muito legais e com informações muito relevantes para todo mundo, dicas ótimas para que a gente coloque em prática boas ideias. Vai passar, como todo mundo já disse, e eu acredito que vamos sair mais fortes dessa”, finalizou Otavio Argenton, country leader da SoftwareOne no Brasil.

A SoftwareOne conta com cerca de 5,5 mil especialistas em tecnologia localizados em quase 90 países, além de mais de 50 mil clientes.

No ano passado, a SoftwareOne fez uma bem sucedida abertura na bolsa de valores de Zurique, com a qual a empresa obteve um valor de mercado de € 2,59 bilhões.

No Brasil desde 1985, a SoftwareOne tem escritórios em São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Curitiba e Rio de Janeiro, somando 250 funcionários.