Novo data center da Bovespa. Foto: divulgação.

De olho no futuro e em um crescimento sustentável a longo prazo, a BM&FBovespa apresentou nesta quarta-feira, 19, o seu novo data center, resultado de um investimento de cerca de R$ 200 milhões.

Localizado em Santana do Parnaíba, interior de São Paulo, o centro conta com uma área construída de 11 mil m², com 3 mil m² dedicados para um data hall. O espaço recebeu do Uptime Institute a certificação Tier 3.

Com o seu novo empreendimento, a bolsa quer a complexidade de gerenciar cinco data centers para apenas dois, concentrando a sua capacidade de processamento no novo data center, e reservando seu outro site na capital paulista para a contingência.

Na primeira fase da montagem, será entregue toda a capacidade de facilities, incluindo geradores, no breaks e ar condicionado. Em 2015, a meta é cobrir mais de 20% da capacidade para levar o sistema de negociação, com cerca de 400 servidores físicos e 100 equipamentos de rede, assim como a ocupação de 50 terabytes de armazenamento de dados.

Um espaço também receberá servidores de clientes, cujos nomes e quantidades não foram abertos pela Bovespa. Neste recinto, o piso foi elevado a uma altura de cerca de 1 metro para garantir a refrigeração dos aparelhos a partir do solo.

A nova instalação também contará com uma espécie de "Sala de Guerra", onde gestores e altos executivos vão se reunir para lidar com crises e tomar decisões rápidas em caso de incidentes.

Na segunda etapa, prevista para os próximos anos, será migrado todo o ambiente de clearing que atualmente passa pelo programa de integração, com cerca de 350 servidores entre físicos e virtuais, 100 equipamentos de rede e um petabyte de dados armazenados.

O novo espaço também abrigará novos sistemas, como o Puma, a nova plataforma de negociação, o IPN, a plataforma de pós-negociação que integrará todas as clearings da BM&FBovespa em apenas uma, e o Core, sistema de risco.

Segundo a instituição, o data center e as novas aplicações fazem parte de um grande projeto de modernização, envolvendo investimentos de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.

A construção possuirá também certificação ambiental Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), contando com geradores e chillers de alta eficiência energética. Foi construída ainda uma estação de tratamento de esgoto, que já está em funcionamento.