Leandro Balbinot. Foto: divulgação.

A Kraft Heinz Company, gigante mundial do segmento alimentício, investiu na adoção do Office 365, solução em nuvem da Microsoft, como uma das bases de seu processo de fusão no ano passado.

A migração foi um dos processos-chave durante a fusão entre a Kraft Foods Group and H.J. Heinz, anunciada em julho de 2015, após o fundo 3G Capital (do brasileiro Jorge Lemann e controlador da Heinz) e o investidor Warren Buffet investirem cerca de US$ 10 bilhões pelo controle da Kraft.

O processo foi conduzido pelo CIO da Kraft Heinz, o brasileiro Leandro Balbinot, ex-CIO das Lojas Renner, que entrou na Heinz em 2014 com a meta de "sacudir" a estrutura de TI da multinacional, com projetos de ERP SAP e CRM da Salesforce.

Quando a fusão foi anunciada, as duas companhias se apoiaram no Office 365 para manter suas equipes atualizadas e produtivas durante o processo. Ambas as companhias já operavam com sistemas Microsoft, o que facilitou a decisão, que começou com o uso integrado do Skype for Business Online.

"Pudemos entregar um email comum Kraft Heinz para cada funcionário no primeiro dia da fusão, estabelecendo uma cultura e identidade já na largada. Foi importante ter esse uso e flexibilidade para toda a força de trabalho se adequar imediatamente", explica Balbinot.

Depois, com a adição de outros recursos como  Microsoft Power BI, a empresa passou também a notar reduções de custo e aumento de eficiência para a nova companhia.

Conforme destacou a Kraft Heinz em nota no blog da Microsoft, os custos evitados com o uso do Office 365 durante a fusão entram em um projeto ambicioso de redução de gastos na nova companhia, que é de US$ 1,5 bilhão até 2017.

Por se tratar de uma empresa com aproximadamente 46 mil empregados em todo o mundo e um valor de mercado estimado em US$ 46 bilhões, o projeto da Kraft Heinz foi citado inclusive por Satya Nadella, presidente da Microsoft, em perfil no Twitter, como um case notável no uso do Office 365.

A Kraft Heinz é a segunda "superempresa" formada pelo fundo 3G, fundado pelos brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira. Em 2008, o fundo ganhou proeminência no mercado dos EUA ao fazer a fusão da brasileira InBev (controladora da AmBev) e a norte-americana Anheuser-Busch, duas das maiores produtoras de bebidas do mundo.