Tiago Dalvi, fundador da Olist. Foto: Julia Yazbek/divulgação.

A Olist, curitibana que ajuda pequenos lojistas a venderem na internet, acaba receber um aporte de R$ 310 milhões em rodada série D liderada pelo Softbank, que já havia investido R$ 190 milhões na empresa no final do ano passado.

De acordo com o site Brazil Journal, outros investidores incluem a Valor Capital, a Península Investimentos, a VELT Partners, a FJ Labs, e Kevin Efrusy, um dos primeiros investidores do Facebook.

O valuation da rodada não foi revelado, mas, segundo a empresa, a diluição dos atuais acionistas foi pequena.

A Olist foi fundada em 2015 por Tiago Dalvi, que começou como uma loja física dentro de um shopping de Curitiba em 2006. Em pouco tempo, transformou o negócio numa distribuidora e, depois, num marketplace.

“Na época, vi que muitos varejistas estavam migrando para o on-line, mas que os pequenos tinham muita dificuldade de operar seu próprio e-commerce ou navegar nos marketplaces. Cada marketplace tem suas características próprias e conseguir ter bons resultados neles exige um nível de dedicação que boa parte dos lojistas não têm”, contou Dalvi ao Brazil Journal.

Hoje a Olist funciona como uma camada de inteligência entre os pequenos lojistas e marketplaces como Mercado Livre e B2W, permitindo que eles sejam melhor ranqueados nas buscas e compitam em condições mais justas com os grandes vendedores.

Quando um lojista se cadastra na plataforma, ele tomba seu inventário nela, que sugere o melhor preço de venda para cada produto. 

A partir de então, seu estoque começa a ser vendido dentro da Olist Store, a loja própria da empresa. Quando uma venda é feita, é companhia que faz o fulfillment, coletando o produto na loja do cliente e entregando na casa do consumidor.

Em outras palavras, é como se ela fosse a loja-âncora de departamento dentro de um shopping, onde se vendem produtos de vários pequenos lojistas.

Hoje a Olist tem mais de 90 mil lojistas cadastrados e parte deles paga um valor fixo mensal para usar a plataforma, além da empresa ficar com um take rate sobre as vendas.

Mais de 90% do GMV vem dos marketplaces, mas a Olist está trabalhando para se tornar uma plataforma que gera vendas também por outros canais.

Recentemente, por exemplo, a empresa lançou uma ferramenta para que pequenos lojistas possam criar seus próprios e-commerces e acaba de comprar a Clickspace, uma solução de social commerce que já tem integrações com as principais redes sociais.

Ainda de acordo com a publicação, o aporte é o quinto desde a fundação da Olist e deve cobrir as necessidades de caixa por três anos. 

O capital deve ser usado para financiar uma estratégia agressiva de aquisições, principalmente nas áreas de logística e serviços financeiros.

A Olist está de olho em empresas que façam last mile, clique e retire ou fulfillment, além de companhias de processamento de pagamentos, antecipação de recebíveis, factoring e wallets.