Uma pesquisa da TCS sobre a geração Y indiana apontou os clichês conhecidos - metade considera o SMS a melhor forma de se comunicar, 85% estão no Facebook – mas também dados que muitos empresários de TI gostariam de ouvir dos jovens brasileiros.

Para 34% dos jovens pesquisados, TI permanece como o campo de trabalho mais buscado, na frente de Engenharia e Medicina. Mais pesquisados deram como a principal razão para acessar a internet efetuar pesquisas escolares (75%) do conversar com os amigos (68%).

O levantamento foi feito com mais de 12,3 mil jovens entre 12 e 18 anos que cursam o ensino médio em 12 cidades indianas.

“Como empregadores dessa talentosa juventude indiana, precisamos entender como alavancar essas tendências sociais para criar carreiras atrativas para esses profissionais do futuro”, comenta N.Chandrasekaran, CEO mundial da Tata Consultancy Services.

No Brasil, o cenário dos interesses dos jovens, da geração Y ou não, é bem diferente. Todo ano, passam na prova da OAB cerca de 30 mil novos advogados, formados por um universo de faculdades que disponibilizava 240 mil vagas em 2008.

Por outro lado, são formados por anos 30 mil engenheiros, sete vezes menos que a Índia, que forma 220 mil (tendo uma população seis vezes maior, é verdade) ou que a Coréia do Sul, que forma três vezes mais – 90 mil – tendo um quarto da população.

A geração Y, pelo menos no Rio Grande do Sul, não parece dar muitas esperanças para quem gostaria de ver uma mudança da “matriz vocacional”.

A edição 2012 do Top of Mind-RS da Revista Amanhã, que pela primeira vez incluiu as marcas mais lembradas da geração Y, mostrou que a empresa na qual a maioria dos jovens gostariam de trabalhar é o Banco do Brasil, com 4,5% das menções.

O todo poderoso Google, sonho de 10 entre 10 jovens estudantes de TI na Índia, teve menos da metade: 2%.