O mercado de nuvem parece ter dado um passo atrás, para logo engatar dois para frente. Foto: Pexels.

O mercado de computação na nuvem parece ter dado um passo atrás, para logo engatar dois para frente. 

Pelo menos, é o que parece indicar uma pesquisa da Comptia com 500 executivos de TI nos Estados Unidos.

O estudo Trends in Cloud Computing aponta que mais empresas se colocam na categoria de uso não-crítico (38% em 2016 versus 27% em 2014), em vez da fase de produção completa (33% contra 42%).

A fase de experimentação ainda concentra os mesmos 20% do ano passado. O número dos que dizem que a nuvem transformou seu negócio caiu de 11% para 8%.

"O mercado de nuvem está sendo refinado à medida que os usuários ganham maior apreciação e compreensão do que a computação em nuvem envolve", afirma Seth Robinson, diretor sênior de análise de tecnologia da CompTIA. 

O relatório revela que a maioria das empresas irá utilizar soluções em nuvem entre um e cinco anos. Apenas 6% afirmam ter usado soluções em nuvem há mais de cinco anos. Outros 23% das empresas têm utilizado a nuvem por menos de um ano.

"Este é um bom lembrete de que um número significativo de empresas ainda estão aprendendo sobre conceitos em nuvem e realizando experimentos, pilotos e migrações iniciais", observou Robinson.

O Software-as-a-Service (SaaS) é o modelo de serviço mais utilizado (74% das empresas pesquisadas), embora Infraestrutura como Serviço (42% atualmente) possa se tornar o modelo de crescimento mais rápido nos próximos anos .

A Plataforma como Serviço (33%) também crescerá à medida que as empresas se tornem mais sofisticadas com sua abordagem de desenvolvimento.

O corte de custos voltou ao primeiro lugar na lista de benefícios da nuvem nas grandes empresas (500 ou mais funcionários). Empresas médias (100-499 empregados) e pequenas empresas (menos de 100 funcionários) estão mais interessadas em reduzir gastos de capital.