Reunião foi no Galpão Crioulo do Piratini, que tem um clima meio sonolento.

A BITS, feira irmã da Cebit marcada para acontecer em Porto Alegre em maio de 2013, teve um dia de destaque no Palácio Piratini nesta terça-feira, 18.

O governador Tarso Genro recebeu representantes da AGDI, Fiergs, Badesul, CETI e Hannover Fairs para um almoço na sede do governo gaúcho.

“O projeto entrou na sala de gestão do governo e o governador disse que vai acompanhar o assunto semanalmente”, revela Edgar Serrano, que participou do almoço na condição de representante do CETI.

Fontes próximas apontam que também teve o dedo de Tarso a vinda à Porto Alegre de Ricardo Schaefer, secretário executivo adjunto do Ministério de Desenvolvimento e do diretor do BNDES Júlio Ramundo, que participaram de uma reunião do recém-formado Comitê Estratégico Nacional da feira no Galpão Crioulo do Palácio Piratini.

Tem também assento no Comitê nomes grandes do empresariado nacional de TI como Laércio Consentino da Totvs e Marcos Stefanini da Stefanini, que mandaram o diretor de Marketing da Totvs, Robério Lima e da CEO Brasil da Stefanini, Mônica Herrero como representantes no encontro.

O que não está claro ainda é como o aparente interesse do governo vai se traduzir no sentido de cumprir a meta dos organizadores da feira de dobrar a área de exposição vendida, chegando a 10 mil metros, depois de uma segunda edição no qual a feira patinou, ficando na mesma metragem da estreia e com quedas de 10% número de visitantes, para 9,5 mil, assim como de 15% no número de expositores, para 183.

“Não vamos realizar uma feira chapa branca com recursos do governo do estado”, resume Marcelo Lopes, diretor do Badesul, que coordenou os trabalhos na reunião. “O que precisa acontecer é uma feira viável do ponto de vista empresarial”, conclui Lopes, afirmando que uma das possibilidades seria oferecer financiamento aos interessados em participar da feira.

A fala de Lopes foi o que de mais conclusivo se ouviu na reunião. Pouco se podia esperar de diferente em um encontro numa tarde de chuva com 30 pessoas numa sala totalmente fechada, iluminada por candelabros que pareciam convidar a uma soneca.

A grande quantidade de participantes, que na prática invibializou uma conversa mais produtiva, se deve ao fato de que além dos integrantes do Comitê Estratégico, estiveram presentes também cerca de 20 representantes de entidades do setor de TI gaúcho e governo estadual aglutinados no chamado Conselho Estratégico da feira.

Circularam sugestões variadas como tentar promover a vinda de representantes de alto nível de Google, Facebook ou mesmo da Apple – aqui, as esperanças recaem na possibilidade de interferência do governo federal – além de incluir grupos de discussão setoriais ou mesmo aproveitar a reunião para “tirar o pedido” dos stands de Totvs e Stefanini.

Nenhuma das duas empresas participou da última edição da feira. Os representantes das companhias tiveram uma participação discreta na reunião e não se comprometeram a participar da BITS em 2013.

Em determinado ponto, o diretor do BNDES, aparentemente confuso com a quantidade de participantes e sugestões diversas, chegou a perguntar se o evento tem um CEO responsável.

Ramundo ficou sem resposta e a verdade é que não teria sido tão simples explicar a organização do evento, que é uma parceria da Hannover Fairs Sulamérica, representante na região da Deusche Messe AG, a organizadora da Cebit, com a Fiergs, dona do espaço.

Também está no circuito a Softsul, que promove o lado conteúdo do evento – função que na primeira edição dividiu com a paulista Converge.