SAP teria pago propina para ganhar contratos. Foto: Pixabay.

A SAP interveio na sua operação na África do Sul, após um vazamento de documentos indicar que a multinacional alemã pagou propinas em troca de um contrato com uma estatal do país.

Segundo informações do The Register, a empresa suspendeu quatro gerentes sênior da operação sul africana e colocou dois executivos de confiança nos cargos de CEO e CFO, além de contratar uma empresa de auditoria para investigar a situação.

Na semana passada, a Bloomberg teve acesso a e-mails que pareciam indicar que a SAP teria pago US$ 7,8 milhões a uma empresa de impressoras 3D que tem entre seus sócios Duduzane Zuma, um dos filhos do presidente Jacob Zuma, e família Gupta, influente em círculos políticos do país.

O valor equivaleria a 10% de um contrato fechado com a empresa de transportes estatal Transnet em 2010. A empresa vendeu o SAP Contract Lifecycle Management, no que foi o primeiro projeto com a tecnologia em solo africano.

A SAP negou as acusações, afirmando que a CAD House tinha os skills necessários para vender a solução e que a comissão foi pelo fechamento do negócio.

A Transnet, por sua parte, diz que não trabalha com terceiros. A SAP é fornecedora da empresa desde 2000.