Quatro entre 10 funcionários de TI trabalham de casa. Foto: flickr.com/photos/slworking

Pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Sindpd, mostra que quatro de cada 10 profissionais de TI não trabalham dentro da empresa que os contrata.

De acordo com a pesquisa, 20% dos profissionais trabalham no sistema in company, alojados nos clientes da empresa. Outros 11% passam o dia-a-dia visitando vários clientes.

Outros 7% exercem suas atividades em casa, no modelo home office.

ALTOS SALÁRIOS
Quanto mais alta a faixa salarial, maior o número de empregados nessa situação.

Os dados mostram que 28% de quem ganha mais do que 20 salários mínimos por mês (a partir de R$ 12.440) trabalha no sistema in company.

Já entre aqueles que recebem de cinco a dez salários mínimos (R$ 3.110 a R$ 6.222) e de dez a 20 (R$ 6.222  a R$ 12.440) esse índice cai para 19%.

A fatia de maior renda é também a que mais trabalha como home Office.

Enquanto a porcentagem entre esses profissionais é de 12%, para quem recebe de dez a 20 salários, ela diminui para 9%. Apenas 4% dos trabalhadores com renda de cinco a 10 salários desenvolvem atividades em casa.

CLT COMPLICA
No ano passado, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que equipara o trabalho à distância ao presencial, no que tange à aplicação da CLT.

Na prática, um profissional que trabalha por um período de 8 horas de fora da empresa, exclusivamente para aquela companhia e sob o comando de outro, será considerado um empregado com direito a  fundo de garantia, décimo terceiro, entre outros.

Em se tratando de funcionários em que a empresa pôs sob esse regime de trabalho, não se prevê problemas trabalhistas.

Quando entram em cena os plantões com celulares da empresa, ou e-mails com pedidos de tarefas abertos fora do horário de expediente, especialistas veem o risco aos empregadores.

Segundo advogados, um juiz poderia interpretar o uso dessas tecnologias como hora extra.