Os bons tempos dos classificados já não voltam mais. Foto: Shutterstock

O Estado de São Paulo comprou 90% da Moving, plataforma de classificados digitais de imóveis que tem site e aplicativos para mobile.

As ações restantes da empresa permanecem com Ado Fonseca, que fundou a empresa em 2012.

O Moving tem uma operação com 250 mil imóveis anunciados, cifra que o Estadão quer dobrar com base numa campanha em TV, rádio, mídia impressa e digital.

Os veículos de comunicação ainda estão aprendendo a lidar com a migração para o digital do mercado de classificados, até pouco atrás o seu feudo quase absoluto.

Essa é a segunda tentativa do Estadão, que há três anos encerrou sua parceria com a Infoglobo no portal ZAP.

Não somente o grupo paulista tem problemas. No ano passado, por exemplo, os gaúchos da RBS venderam ou fecharam suas operações de classificados online Pense Imóveis, Pense Carros e Pense Empregos.

Segundo fontes ouvidas pelo Baguete, havia uma disputa interna na companhia entre os que viam o negócio digital como o futuro dos classificados e aqueles que ainda defendiam que a nova abordagem não poderia “canibalizar” a versão tradicional em papel, provalmente um dilema comum entre os grandes veículos de comunicação.

O Pense Imóveis, de qualquer maneira, acabou nas mãos do mesmo Zap Imóveis, que está presente em 19 estados e concorre com uma série de outros players 100% digitais como VivaReal, Trovit e ImóvelWeb.

Um consolo para os grupos de comunicação é que empresas de outras áreas também estão apanhando.

O Santander, por exemplo, fechou no começo do ano o WebCasas, portal de venda de imóveis adquirido pelo banco em 2010 com a intenção de atuar como uma alavanca para os financiamentos imobiliários.

O banco disse que o mercado imobiliário é "estratégico" mas as iniciativas na Internet voltadas ao segmento "possuem uma dinâmica bem específica e players bem consolidados".