Panorâmica da BITS. Foto: Divulgação/BITS

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A BITS marcou passo em 2012. De acordo com a organização, a feira encerrada em Porto Alegre nesta quinta-feira, 17, teve uma pequena redução do número de visitantes, cerca de 10% para 9,5 mil, assim como de 15% no número de expositores, para 183.

Do ponto de vista de negócios, a feira também rendeu um pouco menos. No Encontro de Negócios AL-Invest BITS 2012, organizado pela Fiergs, ocorreram 381 reuniões com a expectativa de gerar US$ 11 milhões em negócios, 12% abaixo da edição anterior.

Apesar da maioria dos visitantes ter tido a impressão contrária, a organização garante que a metragem vendida foi a mesma, atribuindo a percepção de diminuição a uma nova configuração da distribuição dos estandes.

“Uma feira não se consolida totalmente até o quarto ano”, afirma Constantino Bäumle, diretor da Hannover Fairs Sulamerica, que, junto com a Fiergs, organiza o evento. “Vamos começar a trabalhar desde já para dobrar o número de expositores em 2013”, adianta o executivo, que tem 30 de experiência na organização de eventos do tipo.

Bäumle afirmou que o contrato assinado entre Hannover Fairs Sulamerica e Fiergs prevê a realização do evento por 10 anos e que – ao contrário do que se especulava nos corredores da exposição – não existe uma reavaliação no terceiro para determinar uma continuidade ou não.

O diretor afirma que a Hannover Fairs Sulamerica vai trabalhar a partir de agora para atrair  multinacionais do porte de SAP, IBM, Microsoft e Dell para funcionarem como atrações da feira.

Companhias desse porte não estiveram presentes nem na estreia nem no segundo ano e a expectativa é que elas possam atrair público e novos expositores. “O ciclo de negociação é longo, por isso estamos começando logo”, Bäumle.

Outros problema pela frente é  convencer empresas que expuseram no primeiro ano e não voltaram no segundo, assim como aumentar o investimento médio nos estantes, que na sua maioria se ativaram um design mais básico em 2012.

De certa forma, o fato do Brasil ter sido país parceiro da Cebit em 2012 um mês antes da BITS parece ter complicado as coisas para a feira em Porto Alegre, uma vez que a participação no evento alemão tinha fartos subsídios estatais, o que não aconteceu na irmã gaúcha.

Como a na primeira edição, a BITS 2012 foi uma feira majoritariamente brasileira, com 122 expositores nacionais contra 54 estrangeiros. No lado verde amarelo, mais da metade são companhias gaúchas.

Entre os estrangeiros, os europeus, na maioria pequenas empresas com participações subsidiadas pelos seus governos são ampla maioria. Apenas 12 empresas de fora vieram da América Latina, o enfraquece o posicionamento como uma feira sul americana.

Partes da feira melhoraram na comparação com 2011. A parte das palestras sobre tecnologia que na estreia ficou dividida entre a Sofstul e a editora paulista Converge, causando alguma confusão entre os participantes, ficou concentrada neste ano integralmente nas mãos da entidade gaúcha

A Softsul trouxe 77 palestrantes, painelistas e moderadores para falar a um público de mais de 1 mil pessoas.

Dentro da feira também houve quem apontasse resultados positivos. A Teevo, que locou um dos estantes melhor posicionados dentro da feira, no corredor principal, tem uma expectativa de fechar negócios no valor de R$ 1,5 milhão partir da participação.
 
O Baguete Diário faz a cobertura completa do evento com apoio da Softsul.