Funcionários da Stefanini. Foto: Divulgação.

A Stefanini, uma das maiores empresas de tecnologia do Brasil, adotou uma política de home office para para funcionários em alguma categoria de risco para o contágio do coronavírus, um grupo que inclui gestantes, pessoas com mais de 60 anos ou que tenham baixa imunidade.

Também deve trabalhar em casa qualquer um que tenha um sintoma aparente de gripe.

A medida é a versão brasileira de um plano de contingência global, com comitês em cada uma das cinco regiões nas quais estão os 41 países nos quais a empresa atua.  A Stefanini tem 25 mil funcionários, sendo 14 mil no Brasil.

“Como o cenário está mudando rapidamente, avaliaremos a situação dia a dia para tomar medidas que priorizem a saúde dos nossos funcionários e de seus familiares”, comenta Rodrigo Pádua, VP Global de Gente e Cultura da Stefanini. 

A situação realmente está mudando rápido. O Serpro, maior estatal de TI do país, começou na semana passada com um protocolo de home office similar ao da Stefanini, mas nesta terça-feira, 16, já decretou home office geral em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

A partir da quinta, 19, as diretorias regionais do Serpro já poderão decidir se mandam seus funcionários para trabalhar em casa.

A Dell mandou trabalhar em casa todos os seus funcionários com permissão para home office, um grupo de que soma 65% dos empregados. A maior concentração da Dell é no Rio Grande do Sul, onde a empresa tem cerca de 1 mil funcionários.

Outras empresas de porte menor, como a Neogrid, com cerca de 700 funcionários, e a E-Core, com 320, decretaram uma semana de home office para todos até essa sexta-feira, 20, como uma espécie de “fase de testes”.

Já a Linx (3,5 mil funcionários), adotou uma espécie de home office rotativo, com turnos, sem abrir maiores informações sobre critérios ou abrangência.

Em sua divulgação sobre as medidas para enfrentar o coronavírus, a Stefanini enfatizou do chatbot da empresa, chamado de Sophie, para informar os  colaboradores sobre o COVID-19. 

Na última semana, a plataforma de inteligência cognitiva foi treinada pela equipe de Pesquisa e Desenvolvimento da Stefanini para responder via chat, pelo canal Stefanini Atende, às principais dúvidas sobre o tema no Brasil. 

Desde o segundo semestre do ano passado, a tecnologia está sendo utilizada no RH da Stefanini para substituir a tradicional abertura de chamados pela interação por meio de chatbot e, consequentemente, melhorar a experiência dos colaboradores. 

“Estamos priorizando 100% a comunicação, transmitindo tranquilidade e confiança para superarmos este novo desafio”, afirma Marco Stefanini, CEO Global do Grupo Stefanini.