"Yo soy más innovador". Foto: divulgação.

Brasil empata com a Argentina em quatro a quatro. Parece o improvável placar de um jogo de futebol, mas na verdade reflete o resultado de uma lista divulgada pela revista Fast Company, que apontou as dez empresas mais inovadoras atualmente na América Latina.

Se no futebol o empate poderia ser um placar plausível, este ranking pode ser uma derrota indigesta para o Brasil, um país com um PIB cerca de seis vezes maior que o argentino.

O Brasil encabeça a lista com a paulista Enalta, empresa de tecnologia voltado a sistemas de planejamento e monitoramento de plantio e irrigação de cana de açúcar para a produção do etanol. A previsão de faturamento da empresa para 2013 é da ordem de US$ 8 milhões.

Também na área do etanol, só que desenvolvendo o combustível a partir de resíduos de celulose, a GraalBio é outra representante brasileira no ranking de inovação, ficando no terceiro lugar.

Nas sexta e sétima posições, estão a sorocabana Tecsis, fabricante de hélices customizadas para estruturas de energia eólica, e a Netshoes, portal de e-commerce esportivo sediado na capital paulista.

A Argentina ficou com o segundo lugar, com o MercadoLibre, que segundo aponta o instituto Nielsen, é a fonte de renda de cerca de 134 mil pessoas.

Também produto dos criadores do MercadoLibre, o grupo de investimentos argentino Kaszek Ventures ficou com a oitava colocação.

A desenvolvedora de soluções em segurança e biometria Authenware e o grupo teatral Fuerzabruta fecham a lista dos argentinos, em quinto e décimo lugar, respectivamente.

Para completar, o Uruguai ficou com dois nomes na lista. Representando o país, o fundo de capital Prosperitas ficou em terceiro na lista, e a InetSat, companhia que desenvolveu um novo sistema de televisão via satélite que reduziu custos para emissoras levou a nona colocação.

SABOR DE DERROTA

Para o Brasil, dividir a supremacia da lista com a Argentina pode ter um gosto amargo. Para um país que conquistou destaque por seu crescimento produtivo, empatar com um país em crise e quase cinco vezes menor em população não fica muito longe de uma derrota.

Um parâmetro simples de comparação é o PIB. Enquanto o Brasil acumula US$ 2,48 trilhões, sexto lugar mundial, a Argentina fica bem atrás com tímidos US$ 448 bilhões, em 27º lugar.