A Cisco está unificando suas tecnologias de segurança e de rede de área ampla definida por software. Foto: Divulgação.

A Cisco está unificando suas tecnologias de segurança e de rede de área ampla definida por software (SD-WAN, na sigla em inglês) a partir do foco das empresas na adoção de nuvem.

Com a tendência das organizações de hospedar suas aplicações em várias nuvens (pública, privada e uso de software como serviço), os empregados passam a se conectar de locais que vão além do escritório. 

Assim, as empresas dependem da internet para conectar usuários a aplicações críticas, levando ao cloud edge – a intersecção entre computação em rede e segurança.

De firewall empresarial sensível a aplicativos e prevenção de invasões até filtragem de URL, a segurança foi integrada aos dispositivos Cisco SD-WAN e pode ser administrada em um painel de controle único. 

“Em setores como varejista e financeiro, há muita necessidade de oferecer wi-fi para os clientes. Muitos bancos começam a aplicar conceitos voltados para ‘agência do futuro’ com essa conexão, o que traz a necessidade de ligar diretamente a filial com a internet e não justifica manter a topologia tradicional de levar todo o tráfego da unidade até o data center para depois mandar para a internet”, explica Marcelo Moreira, gerente de engenharia de sistemas da Cisco, que conversou com a reportagem do Baguete no Cisco Live Latam 2018.

O portfólio de SD-WAN da Cisco é habilitado com soluções Viptela (empresa adquirida pela Cisco em 2017) e Meraki.

Para clientes que buscam soluções SD-WAN em nuvem com roteamento avançado, topologias complexas ou recursos de segmentação granular, a indicada é a Viptela. 

Já as empresas que procuram soluções de gerenciamento unificado de ameaças (UTM) com funcionalidade SD-WAN ou clientes existentes da Cisco Meraki que desejam expandir para SD-WAN, devem utilizar Meraki.

“O Brasil tem muito potencial para o crescimento de SD-WAN. Brasil e Colômbia saíram na frente na adoção da solução da América Latina. Nas interações que temos tido com clientes, vemos um interesse bastante grande”, detalha Marcelo.

Além de varejo e finanças, os segmentos que devem acelerar a adoção de SD-WAN são indústria, seguros e saúde.

Com APIs abertas, a Cisco SD-WAN também oferece aos prestadores de serviço e parceiros a oportunidade de criar novos serviços. Para ajudar desenvolvedores e engenheiros, a Cisco DevNet criou novos laboratórios de aprendizagem e treinamentos de SD-WAN.

A partir do reforço em segurança, a Cisco ataca um dos principais fatores que prejudicam a decisão de adotar SD-WAN.

O estudo "FutureON: Benchmark Brasileiro em SD-WAN", realizado pelo International Data Corporation (IDC) com o patrocínio da Hughes, mostra que os três principais desafios para implantação da tecnologia na visão dos tomadores de decisão são custo alto de tecnologia e serviços para utilizar SD-WAN, alto investimento para trocar o parque atual e problemas de segurança.

“A forma de contornar o que é visto como alto investimento é o quanto o SD-WAN ajuda a reduzir outros custos. No Brasil, vemos isso como o principal motivador dos clientes, pois a adoção reduz custos por acrescentar capacidade de banda com um transporte mais barato e ainda facilita a operação da rede com um controle centralizado”, relata Moreira.

As previsões da IDC ainda mostram que 60% das grandes corporações estarão utilizando SD-WAN até 2019.

* Júlia Merker participou do Cisco Live Latam 2018, no México, a convite da Cisco.