Venda da GVT pode aliviar a situação da Vivendi. Foto: flickr.com/photos/@N00

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O conglomerado francês Vivendi está considerando várias opções para a GVT, sua controlada no Brasil, inclusive a possibilidade de vendê-la.

As informações são da Bloomberg News, que publicou nesta quinta que a operadora pode ser vendida, ter parte de seu capital social oferecido ao mercado ou entrar na bolsa com uma oferta pública inicial de ações.

O que reforça a possibilidade foi a recente contratação dos bancos de investimentos Rothschild e Deutsche Bank, que entram para auxiliar a Vivendi a determinar qual a melhor opção para a operadora brasileira. A agência cita duas fontes próximas ao assunto, que não quiserem ser identificadas.

Não é a primeira vez que o rumor chega ao mercado. No dia 19 de julho, a Agência Reuters divulgou que a operadora francesa estaria estudando a venda da tele brasileira - comprada em 2009 depois de uma disputa árdua com a Telefônica. O valor da empresa teria até sido fixado: US$ 10,42 bilhões.

O grupo francês assumiu o controle da GVT em novembro de 2009 por 2,9 bilhões de dólares, quando sua oferta de 56 reais por ação da operadora superou a proposta de 50,5 reais feita pela Telefónica, que considerava a empresa como essencial para sua estratégia no Brasil.

A empresa será oferecida aos candidatos óbvios – teles como Oi, TIM, Telefónica e América Móvil – e também a fundos de private equity.

MAUS BOCADOS

A Vivendi não está em uma situação muito confortável. O conglomerado francês tem dívidas altas e nos últimos meses o preço de suas ações atingiram a sua pior cotação em nove anos. Além da GVT, a empresa cogita vender a Activision Blizzard, uma das maiores distribuidoras de games do mundo.

Vendê-la permitiria ao conglomerado arrecadar até US$ 10 bilhões, aliviando a Vivendi do aperto pelo qual passa, seguindo o plano do presidente Jean-René Fourtou, de reorganizar a companhia e restaurar a confiança dos investidores.