A área de TI do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul tem novo comando. Foto: TrekEarth/MarcioGonçalves.

A área de TI do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul terá uma troca de comando nesta segunda-feira, 17.

Sai o diretor de TI Luis Felipe Schneider, no cargo nos últimos oito anos, e assume Frederico Henrique Goldschmidt Neto, ex-supervisor de Informática do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.

A informação é de fontes de mercado e foi confirmada pelo TJ-RS por meio da sua assessoria de imprensa.

Schneider é um funcionário de carreira do TJ-RS, onde entrou como analistas de sistemas, para assumir o comando em 2008, substituindo Eduardo Arruda.

O comando a TI do TJ-RS exibe a rotatividade frequente na posição em outros segmentos. Arruda permaneceu no cargo 10 anos.

De acordo com o que a reportagem do Baguete conseguiu apurar, Goldschmidt estava no TCE-RS pelo menos desde 2008.

O profissional também foi gerente de redes na Universidade de Passo Fundo e analista na área de tecnologia do Banco do Brasil.

O novo gerente de TI já chega com uma bronca para enfrentar.

Nesta terça-feira, 11, representantes do TJ-RS participaram de uma audiência pública na OAB-RS sobre o processo eletrônico da justiça gaúcha cuja versão online atraiu dez mil advogados.

Os advogados reclamaram de problemas como instabilidade do sistema, demora para ajuizamentos de ações, atendimento e infraestrutura, informa uma notícia no site da OAB-RS.

“Não tínhamos a menor ideia do tamanho do grau da insatisfação dos advogados, que são nossos clientes, e queremos proporcionar, sim, um serviço ágil e vamos nos esforçar para que isso aconteça”, disse o presidente do Conselho de Informática e do Comitê Gestor do Processo Eletrônico do TJRS, desembargador Carlos Alberto Etcheverry.

A pressão por melhor o processo eletrônico acontece ao mesmo tempo que o orçamento do TJ-RS sobre o impacto da crise financeira no Rio Grande do Sul, que tem levado o Executivo a apertar o Judiciário em busca de dinheiro há pelo menos uma década.

Assim, o percentual destinado ao judiciário no orçamento do estado caiu de 7,01% para 4,79% do montante, levando em consideração o período entre 2006 e 2016.