Diogo Lucas.

A AGCO, multinacional de máquinas agrícolas, está implementando uma solução de gerenciamento de ciclo de vida de aplicações (ALM, na sigla em inglês) tendo como exemplo o sucesso do projeto da subsidiária latino americana, capitaneado por profissionais brasileiros.

O processo começou em 2013, quando o time de TI da da AGCO em Canoas, no Rio Grande do Sul, decidiu substituir o Sharepoint da Microsoft pela suíte de aplicativos da Atlassian para coordenar o seu desenvolvimento de software, com consultoria da e-Core, de Porto Alegre.

Foi implementada uma combinação dos softwares Jira, para gestão de projetos e tarefas; Stash, uma ferramenta para controle e compartilhamento de código fonte e Bamboo para automatizar a criação de versões de software.

“Quando a TI global da AGCO começou a olhar por experiências com ALM, nós já tínhamos um projeto adiantado”, aponta Diogo Lucas, arquiteto de software da AGCO.

O profissional destaca que a operação latino americana também é pioneira em uso de métodos ágeis, uma modo de desenvolver software que é suportado pelo pacote Atlassian e também está em expansão na AGCO globalmente.

Com isso, a AGCO decidiu fazer um roll out mundial do pacote Atlassian, contando com apoio de profissionais baseados em Canoas como. Lucas, que passou a fazer parte do time global de TI da empresa, que é distribuído em diferentes partes do globo, além da sede. A e-Core também foi contratada.

De acordo com Lucas, a necessidade de gerenciar melhor o ciclo de vida do software desenvolvido pela TI da AGCO cresce à medida em que o código está cada vez mais próximo dos clientes finais da empresa.

A companhia tem trabalhado em um projeto para permitir que as mais de 300 concessionárias na América Latina (10% do volume mundial) tenham seus sistemas de gestão de diferentes fornecedores conectados ao SAP da AGCO, o que significa um incremento de desenvolvimento de interfaces.

Além disso, cada vez mais, o time de TI tem se aproximado das equipes de engenharia e desenvolvimento de novos produtos para embarcar mais inteligência nos produtos da empresa, dona de marcas conhecidas como GSI, Massey Ferguson e e Valtra

“A nossas demandas internas já exigiam melhor gerenciamento. Agora que estamos mais próximos do cliente final, a prioridade é ainda maior”, comenta Lucas.