CORONAVÍRUS

Dell: todo mundo em casa até segundo aviso

17/03/2020 14:37

Gigante americana torna obrigatório home office no país, em meio a pandemia.

Funcionários da Dell: hora de ir para casa. Foto: Flickr/Dell.

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A Dell orientou a todos seus funcionários no Brasil “capazes de trabalhar em casa” a fazê-lo até segunda ordem, como uma medida de prevenção contra o coronavírus.

A medida foi anunciada nesta semana. A Dell não chega a dar detalhes de quantos colaboradores podem se beneficiar da novidade.

Em nota, a empresa frisa a política de trabalho flexível na Dell data de 2009 e que hoje 65% dos membros da nossa equipe em todo o mundo tem acesso a essa flexibilidade de trabalho.

A companhia não abre quantos funcionários tem no Brasil, mas segundo a reportagem do Baguete pode averiguar, o número fica em cerca de 900 em Eldorado do Sul, onde a companhia mantém a sua sede administrativa e a maioria dos funcionários. 

Há outra operação importante também em São Paulo, cidade que é hoje o epicentro da pandemia do coronavírus no Brasil, com cerca da metade dos 300 casos relatados, assim como o primeiro óbito.

A Dell já tem políticas internas estabelecidas e perfis autorizados para trabalhar em casa que permitem uma virada para uma política de “todo mundo em casa até segunda ordem” de maneira mais ou menos rápida.

Para os membros da equipe de missão crítica que precisam ir a um escritório, fábrica ou laboratório, a Dell implementou práticas como múltiplas limpezas diárias e aumentar o número de estações de desinfetante para as mãos nos edifícios.

Outras empresas do setor de tecnologia estão ainda tateando como lidar com a crise. 

Até agora, já Neogrid (700 funcionários) e E-Core (320) comunicaram a implantação de home office para todos nesta semana.

É uma espécie de teste, que provavelmente pode ser ampliado nas semanas seguintes, a medida em que a crise se aprofunda.

Já a Linx (3,5 mil funcionários), adotou uma espécie de home office rotativo, com turnos, sem abrir maiores informações sobre critérios ou abrangência.

O Serpro, maior estatal de TI do país, com 10 mil funcionários, veio com uma abordagem ainda mais conservadora.

A empresa vai autorizar home office apenas para perfis de risco, como  funcionários a partir de 65 anos de idade, gestantes ou casados com uma gestante,  portadores de imunodeficiência ou de doenças respiratórias (asma, bronquite crônica e enfisema), que residam com pessoa que esteja em quarentena ou que tenham voltado de férias nos últimos 14 dias e estiveram em países com surto de Covid-19.

Até o momento, o setor de TI parece estar sendo bastante modesto nas suas medidas para prevenir o coronavírus, o que é curioso, tendo em conta que a maioria das empresas do setor vende para outras companhias a promessa de ser capaz de promover grandes alterações no modo de trabalho por meio de tecnologia, a chamada “transformação digital”.

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