Economistas fizeram as contas para ver quem ganhou. Foto: .flickr.com/photos/e2/2334083586

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O setor de TI ficou entre os mais beneficiados pela desoneração da folha de pagamentos, anunciada em 2012.

Segundo um levantamento de economistas do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), publicado pelo Valor, cada funcionário de TI incluído no programa custa R$ 201 em renúncia fiscal por parte do governo.

A cifra é maior que a média de R$ 118 mensais, mas é menor do que os benefícios obtidos por outros setores como transporte aéreo, no qual cada empregado significa R$ 764 de renúncia mensal, ou produtos farmoquímicos e farmacêuticos (R$ 432), celulose e papel (R$ 233) e indústria de veículos automotores (R$ 207).

A nova regra permite que as empresas troquem a contribuição previdenciária de 20% sobre folha por um percentual fixo de 1% ou 2% sobre o faturamento.

A avaliação geral dos economistas ouvidos pelo Valor é que a desoneração teve como principais beneficiários segmentos mais organizados, mais intensivos em capital ou com mão de obra mais qualificada e menos vulneráveis às importações.

Na avaliação dos especialistas, os resultados mostram que o programa não cumpriu seus propósitos. 

Válida até o final de 2014, a iniciativa tinha por meta elevar a competitividade de segmentos intensivos em mão de obra e mais expostos à concorrência do mercado internacional.

No cálculo dos economistas, no entanto, esses setores tiveram os menores benefícios: na indústria de produtos têxteis, a renúncia é de R$ 125 mensais por trabalhador, na de vestuário, R$ 136, e na de calçados, R$ 146.