Crematório São José, um dos empreendimentos da Cortel. Foto: divulgação.

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A Cortel, empresa gaúcha do setor de serviços relacionados ao luto (crematórios, cemitérios, funerárias e farmácias), adotou tecnologias da Riverbed para migrar seu data center para a nuvem, em um projeto realizado com a TechChannel.

Com a implantação, finalizada em agosto, a empresa migrou seus servidores e aplicações para a plataforma de aceleração da multinacional, com o objetivo de prover alta performance e melhor experiência dos seus usuários no acesso à rede da companhia.

A implantação, em treze sites remotos distribuídos pelos estados do Rio Grande do Sul, Amazonas e Rio de Janeiro atendeu a sede da empresa, localizada em Porto Alegre. O valor do contrato não foi aberto.

Com este projeto implementado pela integradora gaúcha TechChannel, a Cortel conseguiu colocar na nuvem aplicações como ERP Senior, ambiente Oracle e demais sistemas críticos.

Para acelerar o acesso ao data center, foram implantados dois appliances Riverbed no modelo CX 570M, sendo um na matriz em Porto Alegre e outro no data center no Bairro de São Geraldo – também em Porto Alegre.

Conforme explica Jean Concilio Xavier, CIO da Cortel, o uso da plataforma Riverbed deu às aplicações na WAN (nuvem) praticamente a mesma performance de uma LAN (rede local).

“Eliminamos a necessidade de Terminal Server aos usuários da matriz e os usuários dos sites remotos acessam às aplicações com uma ótima performance e rapidez”, declara Xavier.

Segundo o CIO, a mudança trouxe benefícios como segurança e a agilidade no acesso às aplicações, transparência ao usuário na migração para nuvem, sem degradações ou queda no desempenho e economia no consumo de link privado, otimizando o tráfego em 90 a 95%.

“Já tínhamos investido em link privado, mas com a plataforma Riverbed, temos folga de banda em nossos links e temos uma boa margem que nos permite crescer e expandir o tráfego, sem ter que adquirir novos links”, esclarece Xavier.

Para Xavier, com a infraestrutura aperfeiçoada, agora a empresa está preparada para voltar atenções a projetos tecnológicos relacionados diretamente ao seu core business.

"Atualmente, estamos trabalhando num projeto de desenvolvimento de aplicação móvel e também temos planos futuros de expandir a plataforma Riverbed, implantando novos appliances Steelhead nos demais sites remotos”, adianta.

Fundada em 1963, a Cortel iniciou como uma companhia de construção civil, mas a partir dos anos 70 entrou no segmento que acabou se tornando a sua especialidade, administrando cemitérios e crematórios.

Atualmente a Cortel tem em sua operação três crematórios e sete cemitérios, entre eles os crematórios metropolitanos São José, em Porto Alegre, e Cristo Rei, em São Leopoldo, assim como os cemitérios Saint Hilaire, em Viamão, e Jardim São Vicente, em Canoas.

A empresa expandiu sua atuação para outros empreendimentos dentro deste mesmo setor, com a criação das funerárias Previr e Amador Elmo, assim como a Farmácia Ser Previdente.

Recentemente, a companhia gaúcha se uniu a uruguaia Genia para disponibilizar aos brasileiros a possibilidade de armazenamento de material genético humano. Será o primeiro banco privado de DNA do Brasil.

Com uma média de 200 cremações por mês em sua rede, a Cortel planeja com o serviço abocanhar uma fatia ainda maior dos R$ 6 bilhões anuais que o segmento de Luto - ou "mercado da morte", como alguns dizem - arrecada no país.