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B3 terá fundo para startups

16/05/2022 08:41

Bolsa de valores tem R$ 600 milhões para digitalizar seu modelo de negócio.

B3 quer startups. Foto: Divulgação.

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A B3, bolsa de valores brasileira, acaba de criar um fundo com capital de R$ 600 milhões para buscar startups que ajudem a digitalizar sua oferta.

De acordo com o Brazil Journal, o novo L4 Venture Builder irá em busca de empresas que tragam inovação para o negócio principal da bolsa, ou que ajudem a entrar em novos segmentos como os mercados de energia, carbono, finanças descentralizadas, tokenização de ativos, soluções para fintechs, neobanks, crowdfunding e pagamentos.

O fundo terá prazo de investimento de cinco anos e não há um tíquete mínimo ou quantidade de empresas definida. 

O gestor do L4 será Pedro Meduna, que começou a carreira como consultor estratégico na Bain e na TMG Capital, passando depois para uma carreira na área de startups.

Em 2014, ele foi um dos fundadores da Tripda, uma startup de caronas da Rocket Internet que queria concorrer com o BlaBlaCar, mas que não deu certo.

De lá, Pedro foi para o time do Cabify, onde ficou cinco anos até 2020, quando se juntou ao Projeto Juntos Somos Mais, uma espécie de programa de fidelidade do varejo de material de construção, criado por Votorantim, Gerdau e Tigre.

Do lado interno, a B3 tem tomado medidas que devem tornar mais fácil a integração de novas tecnologias na sua plataforma.

Ainda na semana passada, a B3 divulgou o fechamento de contratos com a Microsoft e Oracle para um projeto de migração de seus sistemas para a nuvem que deve se desdobrar nos próximos 10 anos.

Serão duas fases. Na primeira, com horizonte de até cinco anos, serão migrados para a nuvem sistemas que atualmente têm maior adaptabilidade a esse ambiente como o gravame de veículos, a clearing de câmbio, Banco B3, seguros, balcão, entre outros.

Na segunda fase, entra em cena o desenvolvimento de novas tecnologias para migração de sistemas onde hoje não há soluções já construídas e prontas no mercado. 

Até 2016, a bolsa tinha cerca de 500 mil CPFs cadastrados e, em julho de 2019, este número chegou a 1 milhão. Atualmente, mais de 3,3 milhões brasileiros alocam seu capital em algum ativo. 

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