Givanildo Luz, diretor-presidente da Saque e Pague.

A cooperativa de crédito Sicredi fechou um acordo com a Saque e Pague pelo qual os seus quatro milhões de associados podem usar a rede de 1,3 mil caixas eletrônicos da fintech gaúcha espalhados em 18 estados.

Até agora, a Saque e Pague tem 14 clientes já dentro e outros 15 em fase de integração.

O conjunto reúne desde bancos regionais, como o gaúcho Banrisul e o paraense Banpará, até cooperativas de crédito como a Unicred, empresas de cartão como a Edenred Brasil, dona do Ticket Empresarial e Ticket Pagamentos e a fintech de carteira digital Soma+.

Tirando o Banrisul, o Sicredi é a maior instituição financeira com a qual a Saque e Pague já fechou um acordo. 

A cooperativa pode ser até considerada uma parceria mais relevante, porque enquanto o banco estatal gaúcho tem uma boa cobertura de ATMs próprios, o mesmo não pode ser dito do Sicredi, que é forte no interior, mas só nos últimos anos vem aumentando sua presença nos grandes centros urbanos.

"Nosso objetivo é ampliar a gama de serviços para o público, possibilitando conveniência em locais onde a instituição financeira cooperativa não possui agências", pondera Givanildo Luz, diretor-presidente da Saque e Pague.

O serviço mais visível oferecido pela Saque e Pague são os terminais, que já somam 1,3 mil unidades em 230 cidades de 18 estados do país, sendo o único caixa disponível em 80 deles. A meta é fechar o ano com 2 mil terminais instalados. 

Os caixas da Saque e Pague tem uma funcionalidade que permite que o dinheiro depositado por alguém fazendo um pagamento, ou por uma empresa que usa o ATM como uma tesouraria, seja sacado por um dos clientes dos parceiros.

Além disso, a fintech oferece uma gama crescente de serviços, que deve incluir em breve atendimento personalizado usando a plataforma de inteligência artificial Watson, da IBM.

A Saque e Pague foi fundada em 2014 e é parte do grupo de empresas do empresário gaúcho Ernesto Corrêa, que bancou a adquirente de cartões GetNet até a venda para o Santander e tem outros negócios no setor financeiro como o Banco Topázio e a GoodCard.

A empresa está bem posicionada para aproveitar as oportunidades. Além do suporte do grupo Ernesto Correa, a companhia tem também por trás a Stefanini, gigante de TI brasileira com forte presença no segmento financeiro, desde 2015 dona de 40% da empresa.

A Stefanini deve funcionar como uma porta para negócios internacionais, que a Saque e Pague já está costurando no México e Colômbia. 

O faturamento da Saque e Pague em 2018 foi de R$ 91 milhões, um crescimento de quase 35% comparado ao período anterior. Para 2019 a previsão é crescer acima de 60% e investir R$ 50 milhões em segurança, tecnologia e em outras áreas.