Google perdendo a fé no Glass? Foto: divulgação.

O Google anunciou nesta quinta-feira uma nova fase no desenvolvimento do Google Glass, encerrando o programa Glass Explorer e tirando o produto da divisão Google X. Com isso, o wearable se tornará uma unidade específica da companhia.

De acordo com o TechCrunch, o projeto do Glass agora ficará sob a tutela de Tony Fadell, fundador da Nest, empresa de sensores comprada pelo google em 2013. Fadell também é um ex-executivo da Apple. Enquanto Fadell atuará na supervisão, a iniciativa será gerenciada pela executiva do Google Ivy Ross.

A mudança mais significativa nesta mudança será o fim do projeto Glass Explorer, o que colocará a venda do produto em termos ainda mais restritos. A venda dos óculos, que custa salgados US$ 1,5 mil, só estará disponível para desenvolvedores, empresas e instituições interessadas em investir e usar o Glass para suas operações.

Os usuários atuais do Glass continuarão usando seus modelos normalmente, mas segundo fontes de mercado eles não receberão novas atualizações para o wearable. É provável que a empresa deve anunciar um novo modelo este ano.

Segundo fontes internas do Google ouvidas pelo TechCrunch, a ideia por trás do programa Explorer era de observar como as pessoas usariam o gadget. Agora que a empresa já teve um tempo considerável para coletar feedback, decidiu fechar o programa para focar no futuro do produto.

Embora a companhia de Mountain View continue a encorajar o desenvolvimento de apps, ao colocar o Explorer na gaveta, analistas estimam que companhias coloquem seus projetos de apps na geladeira, o que pode acabar mal para o Glass.

Artigo mais badalado do mercado de tecnologia há cerca de dois anos, o Glass acabou perdendo gás ao longo de 2014. Antes um projeto divulgado abertamente pelo Google, o aparelho foi deixado de lado, principalmente por Sergey Brin, co-fundador do Google e mente por trás do projeto Glass.

Desde 2012, Brin comparecia a eventos públicos usando o óculos. Entretanto, estão cada vez mais comuns as aparições de Brin sem o dispositivo, algo curioso levando em consideração que o Glass chegou a ser promovido como uma espécie de novo smartphone - um aparelho que seria tão essencial quanto uma roupa.

Entretanto, à parte de análises subjetivas, o Google Glass também vem esfriando em outras frentes, segundo destaca a agência de notícias. Desenvolvedores para o wearable estariam perdendo o interesse na produção de apps.