Rodrigo Uchôa. Foto: divulgação.

Uma das principais patrocinadoras dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que acontecem em agosto do ano que vem, a Cisco também é uma das responsáveis por garantir que todas as operações de comunicação dentro do evento corram dentro da normalidade.

Para as Olimpíadas e os Jogos Paralímpicos de 2016, a multinacional importará cerca de 60 toneladas em equipamentos de rede e servidores, por onde passarão as comunicações das equipes do comitê olímpico, mídia, atletas e serviços públicos relacionados ao evento. A empresa não deu detalhes sobre o investimento realizado na importação destes equipamentos.

De acordo com Rodrigo Uchôa, diretor de negócios da Cisco e coordenador do projeto Rio 2016 dentro da multinacional, o projeto no Brasil é bastante superior em escala ao que a companhia fez em sua primeira parceria com o Comitê Olímpico Internacional ao cuidar das redes em Londres em 2012.

Para o executivo, além do aumento em capacidade de redes e transmissões, a estrutura geográfica do evento na capital carioca terá um perfil diferente, com quatro núcleos distribuídos pela cidade, que se desmembram em 38 espaços de competição, 12 hotéis, assim como outros espaços.

"Desde a conectividade dos centros de transmissão de televisão ou de jornalistas online, passando pela internet na Vila Olímpica, até a transmissão em tempo real dos resultados das competições, tudo passará por nossos equipamentos", afirmou Uchôa.

Para as Olimpíadas são esperados cerca de 10 mil atletas, assim como 25 mil profissionais de mídia e 70 mil voluntários que trabalharão durante os dezesseis dias de evento.

Vale lembrar que toda essa rede não envolve as comunicações para o público espectador, que ficará sob responsabilidade das operadoras.

Para atender a alta demanda interna do evento, mais números altos: são mais de 100 mil portas LAN, 150 firewalls, 7 mil access points para internet wireless (sete vezes mais do que em Londres), com os dados de aproximadamente 80 aplicações passando por 550 servidores USC da Cisco.

Conforme explica o executivo, o trabalho da Cisco de alinha com outras 12 empresas de tecnologia responsáveis por garantir o bom funcionamento das competições olímpicas. Além da empresa norte-americana, nomes como Embratel (redes de fibra) e Omega (dados das competições) estão na lista.

"Estamos trabalhando muito próximos da Embratel e da Omega, já que precisamos da rede de fibra para que as informações da Omega transitem através de nossa rede", afirma o executivo.

A Cisco já entregou 54% de sua meta prevista para o evento. Para Uchôa, o plano é estar com tudo rodando até o final do primeiro trimestre de 2016.

"Vamos importar os últimos lotes de equipamentos e entregar para a Embratel, que será a responsável por instalar e gerir estes ativos durante o período da competição, acompanhados de nossos engenheiros, que darão o suporte necessário", explicou o diretor.

O contrato da Cisco com a organização dos Jogos Olímpicos envolve a cessão de seus equipamentos e serviços para o Rio de Janeiro até o dia 31 de dezembro de 2016, mas a multinacional está disposta a doar eles em definitivo, o que poderia formar o famoso "legado". Isso se alguém tiver um projeto de legado.

"Nossa intenção é que estas tecnologias sejam empregadas a favor da cidade do Rio de Janeiro. Caso o governo estadual ou a prefeitura nos apresente garantias que usarão e manterão o uso estes equipamentos em áreas como saúde, segurança e educação, faremos a doação em definitivo", afirmou o executivo.

*Leandro Souza viajou ao Rio de Janeiro a convite da Cisco.