Andrea Schmitz, coordenadora jurídica do Grupo CEEE. Foto: Guga Marques/CEEE.

A CEEE investirá R$ 1,4 milhão na compra de uma solução para informatizar seu departamento jurídico, incluindo o software Benner Gestão Jurídica, hospedagem, suporte e digitalização de um milhão de páginas de papel.

O valor pago representa um deságio de 14% em relação aos valores divulgados pela concessionária dos serviços de distribuição de energia elétrica no Rio Grande do Sul em edital.

A solução vendida pela Benner, uma empresa catarinense que se transformou em agosto do ano passado na  holding especializada em software de gestão empresarial do data center Globalweb, será hospedada numa nuvem privada, com acesso para 320 usuários simultâneos.

“Queremos agilizar os prazos e controlar melhor o trabalho dos 18 escritórios de advocacia terceirizados contratados”, explica  Andrea Schmitz, coordenadora jurídica do Grupo CEEE.

Pela abrangência da base de clientes, empresas do segmento de utilities normalmente lidam com um grande volume de ações judiciais, explica Andrea.

A CEEE cobre 72 municípios, abrangendo 32% do mercado consumidor do Rio Grande do Sul.

O caso da CEEE é agravado pelo passivo trabalhista originado pela privatização de parte da operação, no final dos anos 90.

Das 40 mil ações ativas no momento no jurídico da empresa, 25% são movidas por ex-funcionários.

ERP
A CEEE passa no momento por uma fase de fortes investimentos em TI.

Em maio, a empresa deu início ao processo de escolha de um novo sistema de gestão, um projeto avaliado em US$ 60 milhões.

O objetivo é liberar a área TI da estatal o tempo decidado à adaptar o Synergia, sistema de gestão adquirido da chilena Synapsis e implantado no final de 1999, às novas regulações da Aneel.

Fontes ouvidas pelo Baguete apontam a SAP como franca favorita para levar o contrato.

A multinacional alemã é a fornecedora de sistemas de gestão do Grupo CPFL, o maior player do setor no Brasil, controlador da RGE, além de clientes como Copel, Cemig, Light, Itaipu, Eletronorte e Furnas.

O principal oponente seria a Oracle, que em seu site nos Estados Unidos divulga ter mais de 100 clientes na área de utilities.

No Brasil, no entanto, a pesquisa da reportagem encontrou apenas a  Tractebel Energia, maior empresa privada de geração de energia elétrica do país.