Francis Safi, CEO da Lowcost.

A Lowcost investiu R$10 milhões ao longo dos últimos quatro anos com um objetivo: deixar de ser principalmente uma fornecedora de serviços de terceirização de impressão para abarcar um campo maior dentro dos seus clientes, fazendo a gestão de todo o ciclo de vida dos documentos.

O serviço, que no mercado é conhecido por gerenciamento de conteúdo empresarial (ECM, na sigla em inglês), está sendo vendido pela empresa sob o rótulo de gestão documental corporativa.

A meta da companhia é que a nova linha responda por cerca de um terço do faturamento já neste ano, quando a meta é chegar a R$ 100 milhões, alta de 25%. Para 2014, quando a meta é crescer outros 35%, para R$ 135 milhões, a meta é que a nova área chegue a 50%. No ano seguinte, em 80%.

“Nosso objetivo é conquistarmos as 70 maiores empresas do país e, por meio da gestão documental corporativa, aumentarmos seus lucros operacionais durante o período da implantação da solução”, projeta Francis Safi, CEO da Lowcost.

A empresa já tem cinco clientes do novo serviço, um deles a Gerdau, para quem a Lowcost já prestava serviços de outsourcing de impressão para 115 unidades da siderúrgica no Brasil.

A abordagem da empresa para oferecer o novo serviço será passo a passo. A Lowcost já definiu 135 fluxos de documentos típicos de documentos dentro das empresas, envolvendo rotinas como contratação/demissão, envio de notas e outros.

Eles serão geridos dentro de um software criado pela própria empresa. Safi cita um caso de um cliente que tinha uma rotina que envolvia o envio de notas fiscais de 500 clientes desde 20 filiais para uma matriz, gerando custos de R$ 15 mil mensais só em malotes.

O fluxo implementado pela Lowcost, digitalizou o envio e cobra um custo fixo de R$ 5 mil, independente do eventual volume de tráfego.

“Estamos prontos para oferecer novos fluxos ou até mesmo criar novos, aumentando a conta dentro de cada cliente”, comenta Safi.

O empresário vê um grande mercado potencial para a abordagem no Brasil, onde as empresas enfrentam um cenário de muita informação desestruturada (80% dos dados fora dos ERPs) somados a práticas pobres de gestão de documentação.

Entre os clientes da Low Cost estão Alpargatas, CPFL, CSN, Delphi, Otis, Pfizer, Philips, Rhodia, Sanofi, Siemens, Yamaha e Gerdau.

São emitidos mais de 100 milhões de páginas por mês e a partir de 50 mil equipamentos. A empresa tem matriz em São Paulo e filiais no Rio Grande do Sul, Argentina e México.