Internet abre novas possibilidades de divulgação de candidatos. Foto: flickr.com/photos/josedefilippi/

Com a proximidade das eleições, empresas de tecnologia estão criando negócios, planos e soluções com foco neste nicho.

Só no Rio Grande do Sul, o número de registros de candidatura no estado alcançou 28 mil, segundo o TRE-RS. Pela primeira vez aplicada nas eleições municipais, a propaganda eleitoral na internet tornou-se um espaço de comum utilização pelos candidatos.

As circunstâncias favorecem negócios e a gaúcha Vetorial, empresa de Soluções em TI e Comunicação, criou um plano específico voltado à candidatos das eleições de outubro.

A hospedagem web personalizada para o pleito oferece armazenamento de site e e-mails. São 2 GB para FTP e 10 GB para e-mail pelo valor de R$ 99.

Conforme o gerente de Negócios Corporativos da Vetorial, Joares Rodrigues, até o momento o plano alcançou 50 clientes e a meta é de chegar a 200 até o final de agosto, quando começam as propagandas políticas obrigatórias.

“Esta solução se diferencia por assumir o compromisso de fazer o registro .br e garantir que o domínio seja tirado do ar no dia das eleições, conforme determina a legislação”, explica.

Com contrato de três meses, Rodrigues acredita que o plano é menos “limitador” e oferece uma melhor condição de pagamento, pois não exige fidelidade de um ano.

O executivo destaca que este plano temporário não é o carro-chefe da empresa de Rio Grande, que trabalha com com comunicação de dados, datacenter e telefonia IP.

Em 2011, a Vetorial faturou R$ 5,3 milhões e chegou a R$ 6 milhões em julho deste ano. O aumento, segundo o gerente, é consequência de novos contratos e investimentos do pólo naval. A meta é chegar a R$ 6,7 milhões até o final do ano.

Fundada em 1996, a companhia atende mais de 700 clientes corporativos e 6 mil pessoais.

GABINETE ONLINE
Já a catarinense SoftPC criou um software para servir a parlamentares já eleitos ou em candidatura.

O Sistema Gerenciador de Gabinete Parlamentar (Sigepar) permite o controle do cadastro de eleitores, cabos eleitorais, lideranças, contabilização de voto por região e controle do site da campanha.

Conforme a empresa, a ferramenta web pode ser acessada com login e senha, gerando relatórios e gerenciando os “papéis” do gabinete.

O custo mensal para candidatos a vereador é de R$ 190,00. Já deputados em exercício e candidatos às prefeituras pagam R$ 290.

Clayton Antunes, diretor da SoftPC, afirma que a ideia é centralizar as informações em um único programa para não acumular planilhas.

“Queremos transformar o programa em uma mídia social do parlamentar, onde ele encontra todos seus dados e grava seus históricos”, define Antunes.

Atualmente com cerca de sete clientes na região de Florianópolis, o executivo revela que até o início de 2013, quando oficializa o início de uma nova gestão, o objetivo é chegar a 50 vereadores utilizando o Sigepar.

COLA ELETRÔNICA
Por outro lado, os aplicativos simplificam também neste nicho. Criado pela empresa de aplicativos para business, iCentury, o app gratuito Eleições pretende ser a “cola” dos eleitores.

Através do serviço desenvolvido em iOS, para iPhone e iPad, é possível pesquisar o nome e número de todos os candidatos inscritos pelo Tribunal Superior Eleitoral e assim manter os “escolhidos” à mão para o dia 7 de outubro.

Conforme o sócio-diretor da iCentury, Murilo Ramos Pereira, o aplicativo lançado no último domingo, 12, foi criado em três semanas por uma equipe de quatro pessoas.

A meta, já alcançada, é ficar entre os 50 utilitários mais baixados do iTunes no Brasil.

Além da versão gratuita, nos próximos dias, a empresa quer vender uma versão para os agentes políticos com o acréscimo da “indicação”, o Eleições+.

“O candidato ou o partido comprará o app para enviar o link a quantos contatos desejar. Naquele endereço, além de baixar o app, o usuário vai aceitar ou não a sugestão de candidato para aí visualizar suas informações”, explica.

Com o interesse das legendas, a versão Plus tem o valor de US$ 4,99 para cada candidato que desejar fazer seu “santinho eletrônico”.

“A necessidade partiu dos próprios políticos, que querem atingir o público jovem”, afirma.