IFS está mudando a maneira de fazer as coisas. Foto: Pexels.

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A IFS, companhia sueca de software de gestão, fez uma reformulação profunda na sua oferta, apostando na nuvem e em uma nova abordagem comercial que deixa de lado as categorias tradicionais de aplicações (RH, CRM, folha de pagamento) para focar em uma “suíte de ferramentas” baseada em APIs.

A nova abordagem da IFS é oferecer produtos focados em processos de negócios de ponta a ponta, e não uma série de módulos focados em áreas específicas, o que é a abordagem tradicional dos players de ERP.

“Notamos que os clientes estavam integrando aplicações de negócio e que categorias tradicionais de soluções como ERP, gerenciamento de ativos e CRM não é o que os clientes querem: é algo que nós, a indústria, trouxemos para o mercado”, disse ao site britânico The Register o chief product officer da IFS, Christian Pedersen.

Os processos de negócios em torno dos quais a IFS vai reorganizar sua oferta são três: melhoria da experiência do cliente, da produtividade dos empregados e do valor dos ativos da empresa.

As categorias espelham os pontos fortes da IFS. A companhia sueca é menor do que SAP e Oracle, com as quais disputa o mercado de ERP, mas tem o diferencial de ser muito competitiva em verticais como energia, óleo e gás, manufatura complexa e aviação e defesa.

Nestes segmentos, nos quais as empresas lidam com ativos que precisam ser gerenciados por longos períodos de tempo e serviços contam muito, faz diferença a oferta dos seus sistemas de gestão somados a linhas de software de gerenciamento de ativos (EAM, na sigla em inglês) e gestão de serviços (ESM, também na sigla).

A intenção da IFS parece ser usar essa força para ganhar novos mercados. A empresa fechou um acordo com a plataforma de API Boomi, pelo qual será possível integrar o novo IFS Cloud com as aplicações financeiras da SAP.

Como o nome indica, a nova suíte da IFS vai rodar na nuvem. O fornecedor escolhido foi a Azure da Microsoft, mas as aplicações serão entregues e gerenciadas pela IFS.

Durante a apresentação do IFS Cloud, na semana passada, os executivos da IFS garantiram que a nova versão dos seus softwares na nuvem evita todas as pegadinhas típicas de projetos de ERP em cloud.

Em primeiro lugar, ainda será possível rodar o software on premise ou em hosting, com o mesmo código e formato de dados. Os upgrades serão oferecidos a cada seis meses, mas a adoção imediata não será obrigatória, podendo ser postergada em “um ou dois anos”.

A IFS fechou 2020 com um faturamento de 7,2 bilhões de coroas suecas, aproximadamente US$ 870 milhões. A cifra representa uma alta de 14% em relação a 2019. A empresa atende clientes como Panasonic e Carlsberg.