Eduardo Borba.

A Sonda receita consolidada de US$ 1,25 bilhão em 2015, uma alta de 1,4% em relação ao mesmo período no ano anterior, e um EBITDA de US$ 178,5 milhões, que representa 2,3% a menos que em 2014.

O resultado foi explicado pela empresa em função da depreciação das principais moedas latino-americanas, em especial do real brasileiro, afetou negativamente os resultados da conversão da moeda local para peso chileno. 

No Brasil, que respondeu por cerca de um terço do resultado total, a moeda desvalorizou 32,92% frente ao dólar em 2015, só perdendo para o peso argentino, que caiu 30% numa tacada só depois da liberalização do câmbio no país.

Outros países da região também acumularam desvalorizações, incluindo a Colômbia (36%), México (19%) e Uruguai (17%), O peso chileno, por outra parte, ficou entre as moedas com menor desvalorização, na faixa dos 15%.

Sem efeitos cambiais, as receitas e o lucro operacional consolidado teriam aumentado em 8,2% e 10,5%, respectivamente, aponta a Sonda em nota.

“Embora do ponto de vista macro 2015 tenha sido um ano difícil, no qual a depreciação de algumas moedas latino-americanas, em especial o real brasileiro, tenham afetado negativamente os resultados das nossas filiais no exterior, em moeda local fomos capazes de alcançar taxas de crescimento positivas em quase todas as regiões onde atuamos”, avalia o CEO da Sonda, Raul Vejar.

A receita das operações fora do Chile atingiu US$ 757,5 milhões, representando 60,4% do total consolidado, enquanto o EBITDA ascendeu US$ 96,6 milhões, representando 54,1% do EBITDA consolidado.

O volume de negócios fechados, enquanto isso, chegou a US$ 1,21 bilhões, crescendo 3,1% em moeda comparável.

Na operação brasileira da Sonda, as receitas foram de US$ 484,2 milhões, 10,3% menor do que o registrado em 2014. Sem os efeitos do câmbio, a receita teria aumentado 9,6%.

Para 2016, a meta é continuar trabalhando para potencializar o crescimento orgânico e buscar novas oportunidades de aquisição, tal como prevê o plano trienal de investimentos, que vai de 2016 a 2018. 

Em janeiro, a empresa divulgou seu plano de investimentos para o período, totalizando US$ 790 milhões, dos quais US$ 540 milhões serão destinados para materializar aquisições e US$ 250 milhões para fomentar investimentos em crescimento orgânico.

Os valores representam um pequeno aumento frente aos US$ 700 milhões alocados no triênio anterior, no qual a divisão entre compras e crescimento orgânico era mais ou menos a mesma. Com a alta recente do dólar, no entanto, a capacidade de compra da Sonda no Brasil aumentou muito.

“Há espaço considerável para crescer organicamente dada a baixa penetração de TI nos mercados mais avançados”, finaliza o presidente da Sonda IT, Eduardo Borba.