Donald Trump terá um encontro com líderes de tecnologia. Foto: Divulgação.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, terá nesta quarta-feira, 14, um encontro com líderes do segmento de tecnologia.

A reunião deve contar com Elon Musk (Tesla), Larry Page e Eric E. Schmidt (Alphabet/Google), Tim Cook (Apple), Satya Nadella (Microsoft), Jeff Bezos (Amazon), Sheryl Sandberg (Facebook), Safra Catz (Oracle), Brian Krzanich (Intel), Chuck Robbins (Cisco) e Ginni Rometty (IBM).

Duas empresas foram convidadas para a reunião mas não devem aparecer: Uber e Airbnb. A Airbnb justificou que seu presidente-executivo, Brian Chesky, estaria viajando para o exterior na data, sem detalhar o local, enquanto o Uber disse que seu executivo-chefe, Travis Kalanick, estaria na Índia.

De acordo com o New York Times, o principal assunto da pauta deve ser relacionado a empregos. Outros tópicos vão depender da vontade de Trump, mas uma possibilidade é abordar a repatriação de dinheiro aplicado em paraísos fiscais.

As empresas de tecnologia detém, coletivamente, centenas de bilhões de dólares no exterior que gostariam de devolver ao país com uma taxa de imposto considerada benéfica.

Para Trump, um acordo relacionado a esses montantes pode representar a entrada de dinheiro que ajudaria um programa de infraestrutura a avançar.

O foco principal será em empregos pois, mesmo com as empresas de tecnologia colocando seus produtos em todas as casas e bolsos e gerando grande riqueza, elas empregam relativamente poucas pessoas. Além disso, a força dessa economia está concentrada em lugares como Vale do Silício e Seattle. 

Peter Thiel, co-fundador do PayPal e fundador da startup Palantir, agora atua como conselheiro de Trump e trabalha para mudar este cenário.

Já outros executivos estão sendo discretos em relação ao evento. Várias empresas de TI foram alvos de Trump durante a campanha em relação a questões como recursos offshore, segurança digital e questões antitruste. Altos executivos com Tim Cook, da Apple, fizeram campanha aberta pela adversária de Trump, Hillary Clinton, e o segmento de tecnologia em geral é visto como um bastião democrata. 

O Information Technology Industry Council, uma associação comercial para a indústria de tecnologia, realizou uma teleconferência na última sexta-feira com alguns membros - que incluem Apple, Amazon e Facebook - para formular uma abordagem unificada.

"Há muitas áreas de potencial alinhamento compartilhado entre a indústria de tecnologia e a administração de Trump. A reunião de quarta-feira é uma boa oportunidade para explorar o que é possível de atingir", relata Dean C. Garfield, presidente do ITIC.

Para o NYT, não há uma mudança de política simples que pudesse espalhar o sucesso da tecnologia para área do país que estão cambaleando. 

A empresa destaca, por exemplo, que o Facebook emprega relativamente poucas pessoas; a Apple fabrica seus produtos principalmente na China; e a Amazon, mesmo criando dezenas de milhares de empregos em seus armazéns em todo o país, também é criticada por forçar pequenos varejistas a abandonarem seus negócio.