Para a SalesForce, a Rimini não é um inimigo. Foto: Divulgação.

A Rimini fechou um acordo com a SalesForce para oferecer suporte para os produtos Sales Cloud e Service Cloud.

Assim, agora a Rimini oferece suporte terceirizado a sistemas de gestão da SAP e Oracle, além dos bancos de dados Microsoft SQL Server e IBM DB2.

A situação com a SalesForce, no entanto, é diferente, uma vez que a companhia está de acordo com a entrada da Rimini.

“É com grande satisfação que damos as boas-vindas à Rimini Street como um novo provedor de serviços de suporte no ecossistema global de serviços da Salesforce”, afirma em nota distribuída pela Rimini Dan Smoot, VP de Vendas e de Parcerias Globais da Salesforce.

É uma grande diferença das outras companhias para as quais a Rimini oferece serviços, principalmente a Oracle, que está travando uma batalha judicial contra a empresa.

Ao fechar um acordo com a Rimini, a empresa deixa de receber o suporte e os upgrades, permanecendo na mesma versão do sistema com suporte da Rimini.

A lista de soluções suportadas inclui  Business Suite e Business Objects, da SAP e Siebel, PeopleSoft, JD Edwards, E-Business Suite, Oracle Database, Hyperion e Oracle Retail, da Oracle. A promessa é por custos até 90% menores.

Para a SalesForce, a situação é um pouco diferente. A empresa já nasceu na nuvem e não tem uma fonte de receita nos contratos de manutenção de software, nos quais as companhias tipicamente pagam 20% do valor de uma licença anualmente para terem suporte e updates.

A SalesForce também não tem o canal com o alcance e a capacidade dos parceiros da Oracle, IBM e SAP. Assim, a Rimini pode abrir portas para a SalesForce em empresas maiores, que terão a opção de concentrar a manutenção de vários sistemas com um fornecedor só. 

A Rimini vem em alta. Em abril do ano passado,  fechou um negócio com a GP Investments para se capitalizar a colocar a empresa na Nasdaq.

As vendas no ano fiscal 2017, encerrado em março, foram de 212,6 milhões, uma alta de 33% frente ao ano anterior. Os clientes já passam de 1,5 mil.

No Brasil, onde a empresa abriu as portas em 2009 para atender um contrato com a Embraer, foi inaugurado um novo escritório em São Paulo, no badalado JK Iguatemi.

A lista de clientes no país passa dos 140 nomes, incluindo Riachuelo, Tupy, Marisol, Camargo Corrêa e Atento.