Luiz Miguel Lopes, diretor comercial da WTI.

A WTI, empresa de Fortaleza especializada em monitoramento de ativos de TI e service desk, quer dobrar seu faturamento para este ano, chegando a R$ 3,6 milhões e mais do que triplicar para 2015, quando pretende atingir R$ 10 milhões.

A estratégia passa pelo estabelecimento de um programa de canais, visando encontrar 30 parceiros em todo o país no ano que vem. 

Outra fonte será a a BRQ, um dos maiores players nacionais de serviços de tecnologia, que fez um aporte de valor não revelado por uma participação na companhia em janeiro deste ano.

A BRQ usa os softwares da WTI para monitorar os seus próprios ativos e também para prestar serviços para os seus clientes. 

Outros grandes clientes são Fedex e Benner, sendo esta última o único cliente sediado na região Sul. A WTI foi fundada em 2006 por Wellington Rats, ex-gestor de TI da Vicunha Têxtil, para atender demandas internas da empresa.

Ao todo, os softwares da empresa fazem hoje o inventário de softwares em 65 mil máquinas, gerenciam 10 mil ativos de rede e ajudam no trabalho de 3,5 operadores de service desk [a empresa usa o termo business desk, buscando refletir uma variedade de usos além dos departamentos de TI] atendendo 40 mil usuários.

“A empresa tem uma governança sólida e está preparada para crescer”, afirma Luiz Miguel Lopes, diretor comercial da WTI, que esteve em Porto Alegre participando da BITS, feira de tecnologia iniciada nesta terça-feira, 13.

Lopes destaca que a empresa foi uma das 36 selecionadas para receber uma capitalização de R$ 1,5 milhão do BNDES por meio do fundo Criatec no ano passado.

O próprio Lopes, um executivo experiente com passagens por Consist, Stefanini e MV Sistemas é parte dos planos de crescimento da empresa, tendo sido contratado há três anos.