Raymundo Peixoto. Foto: divulgação.

Nesta terça-feira, 14, a Dell anunciou a produção de sete milhões de computadores em sua fábrica brasileira, localizada em Hortolândia, para onde a companhia transferiu a produção que mantinha em Eldorado do Sul, no Rio Grande do Sul, em 2007.

Ao completar seis anos da unidade sediada no interior paulista, o diretor da Dell Brasil, Raymundo Peixoto, afirmou que os computadores produzidos no país fazem parte da estratégia de resposicionamento de mercado da companhia, que quer deixar de ser vista como uma fabricante de hardware.

“Ao longo dos últimos anos, realizamos diversas mudanças. Nos últimos quatro anos, adquirimos 22 companhias ao redor do mundo, com o intuito de criar um portfólio completo de soluções de TI para usuários finais e empresas”, destacou Peixoto.

A Dell inaugurou sua primeira fábrica no Brasil em 1999, em Eldorado do Sul.

Em 2007, migrou a operação para Hortolândia, alegando melhores incentivos fiscais e uma localização que a deixava perto de, então, 70% de seus clientes locais, além de ser próxima ao maior aeroporto de cargas do país, Viracopos, em Campinas.

Hoje, faz planos para ampliação da produção no Brasil. Em abril, a empresa anunciou para breve a abertura de um centro de soluções em São Paulo, como parte de uma estratégia para alavancar no país a Dell Software.

A unidade tem sido a aposta da companhia para diversificar suas fontes de receita e cumprir o objetivo de tornar-se um provedor de soluções end-to-end.

No centro, o 12º no mundo e o segundo na América Latina – outro está sendo aberto na Cidade do México – serão feitas demonstrações e provas de conceito com os produtos da Dell, incluindo o porfólio de software, no qual a empresa gastou uma boa parte dos US$ 10 bilhões investidos em 18 aquisições nos últimos cinco anos.

“Estamos entrando em um mercado novo, no qual não temos sistemas legados para defender como a IBM e a HP”, afirmou John Swaison, presidente da Dell Sofware, citando os dois principais concorrentes da companhia na nova arena.

Um segmento que pode salvar a Dell de uma queda na venda de PCs, que são responsáveis por cerca de metade da receita da empresa e no último trimestre caíram 20%, em meio a uma queda generalizada do mercado mundial de computadores.

Só no primeiro trimestre de 2013,  foram vendidas 14% menos unidades no mundo do que no mesmo período do ano anterior.