Rogério Melzi, presidente da Estácio.

A Estácio, uma das maiores instituições de ensino superior do Brasil, fechou um acordo com a plataforma de cursos online Udemy.

De acordo com informações da Reuters, o objetivo é aumentar a participação desse tipo de cursos de 5% para 15% da receita da Estácio até 2020.

A ideia é atingir tanto os 500 mil alunos da Estácio, como oferecer conteúdo da instituição na plataforma. No caso de cursos presenciais, que também poderão ser oferecidos pela parceria, há possibilidade de ocupar os campi pela manhã e à tarde.

“Acreditamos ainda que nossos professores, já bastante ambientados à atmosfera online, poderão ser grandes geradores de conteúdo para a plataforma”, afirma Rogério Melzi, presidente da Estácio.

As empresas esperam para este ano que mais de 100 mil brasileiros façam pelo menos um curso oferecido pela plataforma. Com a parceria, serão oferecidos mais de 600 cursos em português, sendo 100 da Estácio e 500 da Udemy.

As áreas cobertas incluem programação, marketing, contabilidade ou preparatórios para exames como o da OAB. Os valores cobrados vão de R$ 50 a R$ 200, mas há opções gratuitas.

Fundada em 2010 e considerada a "Netflix da aprendizagem", a Udemy tem 10 milhões de estudantes, com 40 mil cursos oferecidos em 80 línguas.

De acordo com um levantamento da Udemy, mais da metade dos alunos procuram cursos para promover a carreira e 90% desse total afirmam que o aprendizado impactou positivamente o desempenho no mercado de trabalho.

A escolha pela Udemy reflete a filosofia alinhada ao mercado de trabalho da Estácio.

A plataforma é diferente de outros grandes iniciativas de cursos massivos online (os famosos MOOCs, na sigla em inglês) por não estar ligada a grandes instituições de ensino patrocinadoras e focar principalmente em qualificação profissional.

Outras poucas instituições de ensino superior brasileiras a fazer movimentações nesse sentido tem optado por parcerias mais tradicionais, em iniciativas que parecem mais orientadas a testar o conceito de MOOC do que a se transformar num grande gerador de receita no curto prazo.

No final de 2014, a PUC-RS se tornou a primeira universidade brasileira a incluir cursos na Miríada X, a mais antiga plataforma de e-learning em língua espanhola e portuguesa no mundo. 

Meses antes, a USP e a Unicamp anunciaram a participação na Coursera, criada em 2012 na Universidade de Stanford.