Profissão: coach. Foto: Pixabay.

Julio Peixoto, um engenheiro da computação de 34 anos, está fazendo sucesso com um perfil de “anticoaching” no Instagram.

Criada há dois anos, a página Coach de fracassos já tem 550 mil seguidores, agregando 1 mil novos por dia, segundo revela o Brazil Journal.

Peixoto compartilha pérolas como:

“Não sabendo que era impossível, foi lá e soube”

“Nunca é tarde para parar de acreditar”

“Todo erro começa com a decisão de tentar”

“O fracasso é tratado cada vez mais como um tabu e boa parte da culpa disso é desses coachs e palestrantes motivacionais”, disse Peixoto ao Brazil Journal.

A faísca para criação do perfil se deu em uma conversa durante uma festa.

Na época, Peixoto havia emagrecido 40 quilos em seis meses e a namorada de um amigo foi perguntar como ele tinha conseguido.

“Quando contei que tinha feito uma dieta com a ajuda de uma nutricionista e psicóloga ela me disse que eu tinha feito tudo errado e que ela sabia o jeito certo porque era ‘coach’ de emagrecimento”, revela Peixoto, que dá aulas de engenharia da computação e faz doutorado na área na Universidade Federal do Ceará.

No Brasil, existem mais de 73 mil coachs certificados, segundo a International Coach Federation (ICF), e o setor quadruplicou de tamanho nos últimos quatro anos. 

Com o aumento do número de coachs no mercado, assim como a entrada de pessoas menos preparadas para a função, o coaching tem se tornado motivo para brincadeiras nos últimos tempos. 

Ano passado, um episódio do Porta dos Fundos zombou da profissão e teve quase 4 milhões de visualizações. 

No vídeo, Rafael Portugal interpreta um adepto do coaching que prefere fingir para os pais que é gay do que revelar a verdade: estava se consultando com um “coach quântico, especialista em neurolinguística”.