Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações. Foto: Foto Herivelto Batista.

O Ministério das Comunicações está focado na meta de universalizar o acesso à internet em todo o país nos próximos quatro anos. O desafio, segundo o ministro Paulo Bernardo, consumirá R$ 50 bilhões por meio do programa Banda Larga para Todos.

Estimativas apontam que o custo para levar infraestrutura de fibra óptica para todos os municípios seria de aproximadamente R$ 10 bilhões. Depois, um segundo passo do programa será levar as redes de fibras até a chamada última milha (os domicílios), com custo estimado de R$ 40 bilhões e abrangendo cerca de 45% das residências do país. 

"Esse valor é uma estimativa inicial. Ainda precisamos repassar as contas. Em cidades pequenas, com menos de 50 mil habitantes, podemos levar a fibra até uma central e de lá usarmos tecnologias como rádio ou 4G para fornecer internet às pessoas. Isso deixa o processo mais barato", disse Bernardo.

Segundo o ministro, o objetivo do programa Banda Larga para Todos, que será lançado em breve, é levar conexões de fibra óptica para aproximadamente 90% dos municípios brasileiros.

O restante das cidades será atendido por tecnologias móveis, como satélite ou rádio, levando em considerações características geográficas da região, que dificultam ou impedem a instalação de redes de fibra óptica.

"Hoje, menos da metade das cidades do Brasil possuem conexão por fibra óptica. Nós achamos que podemos aumentar significativamente esse número. Pra se fazer uma comparação, é como se as cidades conectadas por fibra óptica tivessem ruas asfaltadas, enquanto as demais ainda possuem estradas de chão", exemplificou Paulo Bernardo.

As declarações do ministro foram feitas durante a abertura do evento "Diálogo sobre Políticas Públicas e Indicadores TIC no Brasil", promovido pelo Ministério das Comunicações.

"Mais do que nunca, é importante entender quais são os mecanismos mais viáveis, mais rápidos e mais fáceis, e levar em conta também a questão orçamentária para executarmos esse projeto, porque o Brasil tem essa dimensão continental", declarou Bernardo.