Presidente-executivo da Telecom Italia, Marco Patuano. Foto: flickr.com/photos/workingcapitalteam.

A Telecom Italia, controladora da brasileira TIM Participações, analisa uma oferta de compra da GVT, admitiu à Reuters nesta terça-feira, 13, o presidente-executivo do grupo italiano, Marco Patuano.

Patuano – que amenizou a declaração afirmando que a empresa olha “muitos ativos” - é o primeiro dos supostos interessados em admitir públicamente interesse na operadora de telecomunicações, colocada à venda pelos controladores do grupo francês Vivendi.

A própria Reuters já havia revelado o interesse de Oi, América Móvil, DirecTV e da Telecom Italia, sempre de acordo com fontes não identificadas.

A pedida da Vivendi seria de pelo menos € 7 bilhões.

A Vivendi comprou a GVT em 2009 por € 2,9 bilhões, depois de uma disputa acirrada com a Telefónica.

Segundo dados do Teleco, a GVT é um ativo atraente para qualquer operadora atuando no Brasil.

"Possui uma rede moderna e oferece banda larga de alta velocidade em 136 municípios brasileiros. Trata-se de uma operação rentável com margem EBITDA superior a 40%", destaca o órgão.

Apesar de a GVT ser um motor importante de crescimento para o grupo francês, também consome nível considerável de recursos da empresa, que passa por um momento de turbulência em suas finanças.

O conglomerado francês tem dívidas altas e nos últimos meses o preço de suas ações atingiram a sua pior cotação em nove anos.

Além da GVT, a empresa cogita vender a Activision Blizzard, uma das maiores distribuidoras de games do mundo.

MENOS CONCORRÊNCIA

Uma eventual compra da GVT pela Telecom Itália seria má notícia para o consumidor brasileiro, visto que atualmente ambas empresas estão engajadas em uma guerra de preços no serviço de banda larga rápida baseada em fibra ótica no país.

Em agosto, a TIM lançou um serviço de banda larga similar ao que já era oferecido pela GVT, baseado em fibras ópticas.