Max Calhão apresenta o app Tick. Foto: divulgação.

Na língua inglesa, tick é carrapato, aquele animalzinho que não desgruda da pessoa. No Brasil, uma startup de Caxias do Sul criou o app Tick, com o objetivo de não desgrudar também de seus usuários, usando a tecnologia de Social GPS para isso.

Criado em março por três jovens profissionais - o publicitário Max Calháo e os programadores Tiago Zaro e Francisco Varisco - o app gratuito chega na ressaca do Google Latitude, serviço de localização social desativado em junho deste ano. O valor do investimento não foi divulgado.

Além da função de encontrar amigos próximos ou saber sua localização exata através do GPS, o Tick também pode compilar estas informações através de dados de outras redes sociais, como Facebook, Foursquare, Instagram, Google+ e Twitter.

"Nossa intenção não é apenas ser um social GPS, mas também funcionar como um aglutinador de atualizações sociais usando a geolocalização como diferencial", explica Max Calháo, que é diretor de uma agência digital, a Maximes.

Sob esta ótima, o aplicativo usa pins e avisos em uma camada sobre os mapas do Google, em que usuários podem mostrar sua localizações e abrir eventos para amigos, detectando convidando outros usuários que estejam nas proximidades.

Atualmente em fase beta para Android, o aplicativo será lançado oficialmente dentro das próximas semanas, com a versão de iOS e a atualização 1.5 para o sistema operacional do Google. No futuro o app também pretende incluir outros recursos, como o de chat.

De acordo com Calháo, o Tick é uma rede social de nicho, mas a ideia é fidelizar o uso dele. Conforme o empresário, este tipo de serviço tem uma demanda considerável.

"Além das funcionalidades de interatividade por geolocalização, pais podem acompanhar as atividades sociais de seus filhos pela aplicação. Casais podem usar os recursos também, sem contar que estes dados podem ser usado para fins de segurança do usuário", explica.

Mas e a privacidade, como fica? Mesmo elogiado por sua inovação, o Google Latitude foi criticado duramente durante a sua existência, com especialistas em tecnologia chamando-o de um "perigo à liberdade".

No caso do Tick, Calhão rebate. Para usar o serviço, o usuário tem o direito de autorizar os perfis que podem lhe seguir. "É uma função que pode ser ativada e desativada de acordo com a preferência do usuário", explica.

Para capitalizar em cima do aplicativo, Calhão planeja lançar serviços premium na plataforma, como integrações especiais com outras redes, como Facebook e WhatSapp, cobrando uma assinatura mensal (cerca de R$ 3) por isso.

Além disso, também são estudadas parcerias com empresas, como patrocínios para pins e eventos no mapa do Tick.

A empresa já firmou uma parceria com a startup de e-delivery Devorando, que atua na serra gaúcha e usa o mapa do app para localização de entregas de lanches.

O plano agora para a empresa é aumentar a base de usuários da aplicação. Na fase de testes, cerca de 500 pessoas utilizaram a ferramenta, dando feedback para os desenvolvedores.

"Corrigimos diversos bugs para aprimorar a versão de iOS e a nova atualização para Android e agora estamos prontos para o lançamento oficial", afirma.

O plano da empresa é chegar a 10 mil usuários até o fim do ano. Para breve, a empresa também planeja o lançamento do produto em inglês, incorporando pontos e mapas do mundo todo.

"Nosso desafio no momento é ampliar o número de usuários, buscando apoio de influenciadores na rede e mostrando as vantagens de nossa aplicação", completa.