Steve Halland. Foto: divulgação.

A NComputing, fabricante de thin clients e software de virtualização de desktop, projeta instalar no Brasil sua primeira fábrica fora da Coréia do Sul.

A companhia não divulga quanto será investido nem onde ficará a nova unidade, que será instalada em parceria com uma empresa terceira.

Conforme o vice-presidente e gerente geral da NComputing para as Américas, Steve Halland, a empresa tem investido entre US$ 300 mil e US$ 400 mil ao ano no Brasil, que representa 10% do faturamento da companhia na região.

Halland não dá um prazo exato, mas adianta que as negociações com a terceirizadora estão andando, com anúncio previsto até o fim do ano e início da produção ao longo de 2013.

Para o VP, a fábrica local poderá trazer economia de até 75% para a empresa, em função especialmente de corte de custos de importação, já que a companhia trabalha com bens finais no Brasil.

“Atuando há quase dez anos neste mercado, vimos que a produção local é essencial para nos tornar mais competitivos”, destaca o executivo.

O diretor Comercial da NComputing, Edson Bucci, ressalta que a estratégia no país também passa pelo fortalecimento dos canais, que com a produção local passarão a contar com preço final menor, e outras parcerias.

Uma delas, a firmada recentemente com a Citrix, depois que Raj Dhingra, ex-vice-presdidente da fabricante de software, assumiu como CEO da NComputing.

CHAMANDO A ATENÇÃO
Há cerca de dois meses, a Pano Logic se anunciou como a primeira multinacional a fabricar thin clients no Brasil.

A empresa, sediada nos EUA, projeta iniciar a produção terceirizada local de até o começo de 2013.
O destino da produção ainda não foi definido. Manaus e Ilhéus estão no páreo.

A meta, segundo Alexandre Passos, diretor da Pano Logic, é que a produção terceirizada dê lugar a uma fábrica própria em um segundo momento, de data não divulgada.

O plano de investimento chega a R$ 20,5 milhões para os próximos dois anos.

Com a fabricação nacional, Passos projeta aproveitar benefícios fiscais para derrubar o preço entre 30% e 40%, o que irá permitir vender produtos ao redor de R$ 800.

Se a meta for atingida, a previsão é ter 10 mil unidades mensais colocadas no mercado em 2013 - três vezes mais do que a atual média e pouco menos do que toda a base instalada da marca hoje no país, que fica em 12 mil unidades.

FEZ QUE VINHA...
Outra da área de thins que anunciou namoro com o Brasil foi a Wyse, que no ano passado revelou planos de investir R$ 16 milhões numa fábrica brasileira.

Em seguida, foi comprada pela Dell e engavetou o projeto.

O próprio Halland, agora na NComputing, já atuou na Wyse, entre 2004 e 2006, de onde foi responsável pelas vendas, canais e desenvolvimento de negócios e marketing nas Américas.

Da Wyse, o executivo saiu para a companhia onde está até hoje.