Jefferson Tolentino, líder de soluções de SLM da SoftwareONE. Foto: divulgação.

A velocidade de atualizações dos negócios impõe um ritmo absurdo de aquisições de software e um volume enorme de contratação de nuvem.

No início desse processo, tudo parece atender perfeitamente bem as necessidades do negócio e os ânimos começam a se acalmar com as contratações, no entanto, com o passar do tempo, surgem alguns alertas sobre conformidades, duplicidades, integrações, custos elevados e desperdício. 

Em fevereiro último, o IDC previu um crescimento de 5,8% no mercado de TI brasileiro, onde nuvem e a aceleração no mercado de software aparecem com protagonismo, assim como nos anos anteriores.

À primeira vista, pode parecer um número pífio de um dígito para um mercado gigantesco, no entanto, estamos falando em bilhões de reais que estão sendo negociados diariamente.

Segundo a ABES - Associação Brasileira das Empresas de Software, a falta de controle sobre compra de software é comum, mesmo em clientes que operam sob um contrato de volume.

Os erros cometidos pelas empresas são tão repetitivos que a entidade criou uma lista com as principais ocorrências, entre elas: Fazer compras avulsas; Não monitorar instalação e uso; Não monitorar as datas de renovação; Não adquirir manutenção no tempo certo; Assumir que as regras de licenciamento não mudam; Não aplicar os direitos de uso dos produtos e Não possuir um programa de gestão de ativos de software.

A boa notícia é que um diagnóstico bem feito permite, de imediato, reduzir em média cerca de 15% dos custos de um inventário de software, que representam 20% do budget da área de TI de uma média ou grande empresa.

Aqui o invisível torna-se possível de ser analisado, cortado ou otimizado. Quando o ambiente envolve produtos de marcas como Microsoft, IBM, Oracle e SAP, a economia pode bater os 40%.

Os especialistas costumam afirmar que os negócios de alto consumo de TI apresentam um cenário típico do princípio de Pareto, onde 20 % do software adquirido dos grandes players representa 80% dos custos e os demais 80% de software comprados de fabricantes menores significam 20% do valor gasto.

A redução do custo no primeiro caso se dá pela negociação no modelo de contrato e no segundo caso, na otimização da transação.

Mesmo após a migração para a nuvem, uma companhia pode continuar usufruindo da redução de custos, gradativamente em bases regulares, num mercado em plena ascensão. É possível encontrar disponíveis no mercado soluções completas que proporcionam otimizações na faixa de 30% sobre o investimento original. Tal benefício vem ganhando força.

A estimativa da IDC é que os serviços gerenciados voltados para ambientes de nuvem totalizem R$ 1,2 bilhão, o que representa um crescimento de quase 40% em relação a 2019. O valor é resultado da transformação de serviços gerenciados tradicionais para serviços voltados para ambientes em nuvem.

O que era invisível, em função da alta demanda de TI, começa a ganhar tons de clareza, medido em retorno sobre o investimento, e que no final se reflete na melhoria dos resultados financeiros do negócio e aumento de performance dos colaboradores. Quem não busca esta combinação perfeita nos dias de hoje?

*Por Jefferson Tolentino, líder de soluções de SLM da SoftwareONE.