Paulo Palaia.

A GOL acaba de criar uma nova unidade de negócios, focada em desenvolvimento e entrega de novas soluções para a empresa, batizada de GOLlabs.

A nova empresa está instalada em um prédio separado na sede da GOL, localizada dentro do aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

O time é composto por nove pessoas, sendo cinco transferidas da GOL e outros quatro profissionais de tecnologia contratados no mercado.

Outros 10 funcionários devem ser contratados até o final do ano, revela matéria da Época.

Eles estão divididos em duas equipes, uma dedicada a melhorar a venda de passagens e outra, a vida do passageiro no aeroporto. 

Há quatro projetos em andamento, mais 26 na fila. A ideia é desenvolver projetos de maneira ágil dentro do GOLlabs, para que, uma vez validados, eles passem para o suporte da TI da companhia.

“Iniciamos os trabalhos da GOLlabs em um momento importante para a nossa empresa a fim de desenvolvermos dentro de casa soluções aderentes ao nosso negócio”, destaca Paulo Palaia diretor do GOLlabs.

Palaia é também diretor de TI da GOL, desde 2012, posição na qual comanda uma equipe de 257 profissionais e já liderou projetos importantes, como a migração do sistema de gestão da Oracle para um da SAP. O profissional foi também CIO da CVC e da Webjet.

A GOL já desenvolveu internamente vários serviços como o Selfie Check-in,  feito por meio de reconhecimento facial e que já registrou mais de um milhão de check-ins em um ano.

Outra criação interna é um serviço que usa geolocalização para enviar aos clientes informações sobre o tempo previsto de locomoção até o aeroporto, além de permitir que os passageiros antecipem ou posterguem seus voos, diretamente pelo celular.

A organização da tecnologia da GOL é o que pode ser chamado de “bi-modal”, para usar um dos termos do momento popularizado pelo Gartner.

A TI tradicional faz o suporte dos sistemas legados de back office, governança e controle de qualidade. 

O laboratório cria produtos mais voltados para o consumidor final, funcionando de maneira integrada com a base já existente.

A Magazine Luiza é outra grande organização brasileira que adotou um modelo parecido, criando o Luiza Labs, em 2014.

Assim como o seu correspondente na companhia aérea, o espaço de inovação da varejista apostou num ambiente separado, construído dentro do estilo consagrado pelas startups do Vale do Silício.

Na Magazine Luiza, no entanto, cada "ala" da tecnologia tinha seu próprio diretor. 

Quando foi aberta uma quinta posição no board da companhia, o sonho de muitos CIOs, o chamado foi o diretor do LuizaLabs.