Marco Norci Schroeder, presidente da Oi. Foto: Divulgação.

Bayard de Paoli Gontijo renunciou ao cargo de presidente da Oi na sexta-feira, 10. O executivo estava no cargo desde outubro de 2014 e anteriormente atuou em outras funções na empresa, onde estava desde 2003.

O conselho de administração da Oi elegeu Marco Norci Schroeder para substituir Gontijo no cargo de CEO. Schroeder entrou na empresa em 2002 e acumulará a nova função com o cargo já ocupado, de diretor administrativo financeiro.

Entre 2002 e 2011, Schroeder foi diretor de controladoria da Oi. Em 2014, voltou para a empresa como diretor financeiro internacional. O executivo já passou por empresas como Contax, NET e RBS. 

Segundo o Telesíntese, a saída de Gontijo pegou o mercado, acionistas, reguladores, governo e mesmo os concorrentes de surpresa. O executivo estava trabalhando no processo de renegociação de uma fatia da dívida de R$ 50 bilhões com os bondholders, ou uma parte dos credores estrangeiros cujos prazos estavam vencendo. 

Entre essas negociações, está a dívida herdada da Portugal Telecom de € 400 milhões. Com os credores estrangeiros, a dívida soma cerca de R$ 34 bilhões.

Segundo o Telesíntese, o executivo havia promovido uma reorganização da companhia enquanto buscava saída para a dívida, buscando reposicionar a empresa, tirando-a da imagem da concessionária amarrada aos seus fios telefônicos.

Para a publicação, a renúncia do executivo é um sinal grave, ainda mais porque as informações que circulam são de que o executivo deixou a empresa porque teria havido um “desgaste” com alguns membros do conselho de administração.

O site afirma que, na história da Oi, desgaste com conselho de administração quer dizer disputa de executivos ou acionistas com os controladores. Hoje, o grupo liderado pela Pharol (ex-Portugal Telecom) ainda tem poder relevante no conselho e seus interesses poderiam estar em conflito com a solução que estaria por vir.

A Oi afirma que as negociações continuam a seu termo, com o novo presidente. No entanto, o Telesíntese relata que as conversas do mercado falam com mais frequência que o destino da Oi será entrar com pedido de recuperação judicial.