Jeff Weiner, Satya Nadella e Reid Hoffman. Foto: Divulgação.

A Microsoft e o LinkedIn firmaram um acordo sob o qual a Microsoft irá adquirir a rede social de contatos profissionais. A transação em dinheiro foi fechada em US$ 26,2 bilhões.

O LinkedIn vai manter a sua marca e trabalhar de forma independente. Jeff Weiner permanecerá no cargo de CEO do LinkedIn, reportando-se a Satya Nadella, CEO da Microsoft. 

A aquisição anunciada nesta segunda-feira, 13, é a maior realizada pela Microsoft desde a chegada de Nadella ao cargo de CEO.

“Este negócio é a chave para a nossa ambição audaciosa de reinventar processos de produtividade e de negócios. Pensem nisso: o processo de como as pessoas encontram emprego, desenvolvem habilidades, vendem, anunciam, fazem seu trabalho e, finalmente, encontram sucesso, requer um mundo profissional conectado. A rotina exige uma vibrante rede que reúne as  informações profissionais do LinkedIn com os dados no Office 365 e Dynamics”, afirma o CEO da Microsoft em e-mail enviado aos colaboradores da empresa.

No ano passado, após reformular sua versão mobile e comprar o site de ensino Lynda, o Linkedin alcançou uma aumento de 19% no número de usuários em relação a 2014. O portal fechou o ano passado com mais de 433 milhões de membros cadastrados.

Já o uso da versão para dispositivos móveis subiu 49% em um ano, chegando a 60% dos usuários.

"Assim como nós mudamos a maneira como o mundo se conecta a oportunidades, este relacionamento com a Microsoft, e a combinação de sua nuvem com a rede do LinkedIn, nos dá a chance de também mudar a maneira como o mundo funciona", diz Weiner.

Para o Re/Code, o negócio é importante para a Microsoft estar no centro das atenções no dia a dia corporativo. Embora a empresa tenha “cedido” o segmento social para o Facebook e outras companhias focadas nesse público, o setor empresarial é mais importante para a Microsoft.

Segundo a publicação, a Microsoft esperava que o SharePoint fosse o centro social para negócios, mas o Slack tem ganhado força nessa área. A Microsoft também fez uma tentativa do tipo com a Yammer, uma empresa de colaboração social adquirida por US$ 1,2 bilhão em 2012, mas o negócio não garantiu resultados.

A experiência do LinkedIn também será importante para Cortana e as aspirações da Microsfot no uso de inteligência artificial. Com esta compra, a Microsoft basicamente adquire o organograma de empresas do mundo inteiro, o que oferece uma boa camada de dados para construir produtos corporativos centrados em nuvem.

Pensando na rede como um banco de dados de seus 443 milhões de cadastrados, é possível considerar que a Microsoft, com o negócio de US$ 26 bilhões, pagou quase US$ 60 por pessoa cadastrada no site.

Uma das possibilidades de união dos negócios da Microsoft com o LinkedIn é a adição de partes do LinkedIn ao seu negócio de assinatura do Office 365. O conhecimento do LinkedIn sobre os profissionais também pode se encaixar com o Dynamics.