Telefonia brasileira em momento confuso. Foto: divulgação.

Há cerca de um ano as operadoras de telefonia móvel no país se encontram em um momento de indefinição, o que deve determinar uma iminente mudança no cenário local, com o surgimento de uma nova força ou o desaparecimento de uma das quatro grandes - TIM, Oi, Claro e Telefônica. Segundo analistas, somente com essa mudança a qualidade da telefonia local tem esperanças de melhorar.

A turbulência iniciou no final de 2013, quando a Telefónica - dona da Vivo - passou a ser a controladora da Telecom Itália - dona da TIM. A legislação brasileira e suas regulações antitruste impedem que um mesmo grupo detenha duas operadoras.

De acordo com o Financial Times, a telefonia móvel brasileira espera há tempos por uma consolidação, com maior sinergia entre os serviços das operadoras e ganhos em qualidade.

Para o jornal inglês, a definição do futuro da TIM será um provável ponto de partida para essa melhoria. Na falta de um investidor externo de peso para comprar a operadora e assumir os mais de R$ 30 bilhões de sua compra, o futuro indica uma divisão da operadora entre Oi, Claro e Telefônica.

"Apesar da Telecom Itália insistir que a TIM não está à venda, a indústria está fervilhando com rumores que uma dissolução é iminente", destacou o Financial Times.

Em outubro, as três companhias chegaram a esboçar um acordo para firma este negócio. A Claro e Vivo firmaram um acordo com o banco PTG Pactual para encaminhar a compra da TIM Brasil, dividindo a operação entre as duas e a Oi.

A Oi, para ter capital de investimento ao lado da Claro e Telefônica, se livrou recentemente de seus ativos vindos da fusão com a Portugal Telecom, vendendo-os para a francesa Altice por € 7,4 bilhões.

Enquanto isso, no ano passado, a Telefônica fez um grande movimento ao arrematar a GVT junto ao grupo Francês Vivendi, um negócio para colocar a marca como um nome de peso em oferta convergente de telefonia (internet, TV por assinatura, telefonia móvel e fixa).

Ainda assim, uma outra alternativa chegou a ganhar tração. Depois da aquisição da DirecTV pela norte-americana AT&T, começaram a circular rumores que a marca estaria de olho em trazer sua bandeira para o mercado brasileiro.

Para analistas, a chegada de um novo player seria a preferência do governo brasileiro, já que a legislação nacional prevê a existência de quatro players maiores.

Mesmo com toda a movimentação, não parece que a resolução esteja perto. O ano só está começando.