Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI.

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) rejeitou o certificado de tecnologia desenvolvida no Brasil para o projeto do rádio CN 710, de comunicação ponto a ponto, criado pela Ericsson em parceria com com o instituto de pesquisas Fitec.

De acordo com declarações de Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI, concedidas ao Estadão, o rádio da Ericsson foi baseado numa família de produtos já existente e trouxe uma modificação mecânica.

“Não houve nenhuma modificação de circuitos eletrônicos ou de software", disse Almeida ao jornal paulista. Segundo Almeida, 79 empresas de capital nacional e cinco de capital estrangeiro buscaram a certificação. Desse total, cinco nacionais e uma estrangeira tiveram o certificado negado.

Atualmente, a certificação é usada para fabricantes de eletrônicos conseguirem vantagens como redução de impostos e preferência em licitações públicas e também para cumprir exigências de conteúdo nacional no fornecimento das redes 4G.

Até 2014, 10% dos equipamentos contratados precisam ter tecnologia nacional. Esse porcentual sobe para 15% a partir de 2015 e para 20% a partir de 2017. A sueca Ericsson, a joint venture teuto-finlandesa Nokia Siemens Networks e a chinesa Huawei são as principais fornecedoras das operadoras no país.

As atividades brasileiras de P&D da Ericsson estavam concentradas em software. Pelas exigências do 4G, a empresa investiu R$ 8 milhões do projeto do CN 710.

Segundo executivos da empresa ouvidos pelo Estado, outros R$ 80 milhões para investir em 2013, em equipamentos para a evolução do LTE, agora estão retidos.