Panorâmica da BITS. Foto: Divulgação/BITS

A BITS, feira irmã da Cebit marcada para acontecer em Porto Alegre em maio de 2013, trabalha com a projeção de dobrar a área de exposição vendida, chegando a 10 mil metros.

É uma meta ousada, se temos em conta que da primeira para a segunda edição a feira ficou nos mesmos 5 mil metros, com uma redução de cerca de 10% número de visitantes, para 9,5 mil, assim como de 15% no número de expositores, para 183.

As projeções de crescimento são da organização da feira, que já está trabalhando para cumprir o objetivo para a terceira edição do evento, marcada para acontecer na Fiergs entre 14 a 16 de maio de 2013.

A primeira frente de trabalho é fora do Rio Grande do Sul e incluiu a divulgação em feiras como a Rio Info, encerrado nesta quarta-feira, 05.

Já na décima edição, a Rio Info é evento tradicional da área de TI. Embora tenha atraído um público cinco vezes menor que a última edição da BITS – 1,7 mil pessoas – apresentou um volume de negócios similar à da feira gaúcha: R$ 24,3 milhões contra os US$ 11 milhões em negócios.    

“Este primeiro evento e a parceira BITS e Rio Info foram muito positivos, pois estivemos inseridos na comunidade de TIC. O Rio Info se demonstrou um evento com característica diferenciada, com foco no relacionamento e troca de ideias. E esta é também uma das características da BITS”, declarou Constantino Bäumle, Diretor da Hannover Fairs Sulamérica.

Os próximos passos de Bäumle incluem a divulgação em eventos em São Paulo e João Pessoa.

No front doméstico, está em curso a reestruturação do Conselho Estratégico BITS.

Alegando que o mesmo ainda está em formação, a organização da feira não divulga quais são os novos membros do conselho, quais eram os integrantes anteriores ou mesmo quais as atribuições práticas do organismo.

“O conselho estratégico alia a visão e experiência de mercado da Deusche Messe e da Hannover Fairs com interesses do setor de TI, todos unidos em prol do objetivo de consolidar a BITS como uma grande plataforma de negócios e definição de políticas e diretrizes para o setor de TI”, descreve a organização.

O que se sabe é que o mesmo será presidido por Edgar Serrano, presidente do Seprorgs e do CETI.

De acordo com a organização, participam do conselho 20 entidades, incluindo as diferentes associadas do CETI, representantes de parques tecnológicos, universidades e do governo estadual e federal.

A BITS é produto de um contrato entre a Hannover Fairs Sulamerica e Fiergs com previsão para 10 edições. Em paralelo com a feira comercial, ocorre uma parte de conteúdo, organizada pela gaúcha Softsul.

Para quem acompanhou os bastidores da BITS 2012, fica claro que o objetivo da organização com a “reestruturação” do conselho é se aproximar mais das empresas de TI locais.

Na última edição, empresários de TI próximos a entidades do setor manifestaram desagrado com o que consideravam uma posição coadjuvante na organização da feira.

QUATRO EDIÇÕES
Em entrevista ao Baguete Diário durante o fechamento da última BITS, em maio, Bäumle não transpareceu preocupação com a diminuição dos expositores e visitantes, afirmando que “uma feira não se consolida totalmente até o quarto ano”.

O executivo, que tem 30 de experiência na organização de eventos do tipo, afirmou na ocasião que o trabalho seria para para atrair  multinacionais do porte de SAP, IBM, Microsoft e Dell para funcionarem como “âncoras” da feira.

Companhias desse porte não estiveram presentes nem na estreia nem no segundo ano e a expectativa é que elas possam atrair público e novos expositores.

CEBIT FICOU NO MEIO
De certa forma, o fato do Brasil ter sido país parceiro da Cebit em 2012 um mês antes da BITS parece ter complicado as coisas para a feira em Porto Alegre, uma vez que a participação no evento alemão tinha fartos subsídios estatais, o que não aconteceu na irmã gaúcha.

Com o foco posto na Alemanha, muitas empresas deixaram para última hora a decisão de participar na BITS, ou mesmo cancelaram a participação.

Em fevereiro, quatro meses antes da BITS, as vendas haviam chegado a apenas 20% da área total, mesmo com um reajuste de apenas 2% no valor do metro.

Como comparação, uma feira já consagrada como a Expoagas, que neste ano completou sua 30ª edição, já largou com 87% da área comercializada para 2013 no encerramento do evento neste ano, realizado nesta terça-feira, 11.