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A ESPM assinou nessa quinta-feira, 12, uma parceria com a prefeitura de Porto Alegre para um empreendimento de até R$ 10 milhões, abrindo uma incubadora para empreendimentos da economia criativa na cidade.

Localizado no bairro Azenha, o projeto deverá ter um aporte inicial de R$ 3 milhões para a primeira fase, que incluirá a elaboração do projeto.

Em 2013 deverão ser lançados os primeiros editais para que empreendedores possam participar da seleção dos candidatos. O começo das obras está marcado para 2014.

Não foi apontado um prazo para o término.

O município está cedendo o espaço que vai abrigar a incubadora, ao passo que a ESPM fará o investimento financeiro e providenciará toda a infraestrutura para o desenvolvimento dos negócios.

Quando concluída a construção, um terreno de 7 mil metros quadrados na Rua Marcílio Dias, 1390 (entre as avenidas Érico Veríssimo e Azenha), abrigará até 60 empresas de diversas áreas.

Hoje, o local abriga a Coordenação Transportes Administrativas da secretaria municipal de Administração (os prédios em azul na imagem abaixo).



Entre os segmentos que formam o perfil de interesse estão o desenvolvimento de jogos digitais, softwares, aplicativos móveis e programas de automação.

Deverão ser gerados cerca de 700 novos postos de trabalho diretos quando todas as áreas do empreendimento estiverem operando com seu potencial máximo, previsto para 2015, calcula a ESPM.

Conforme o diretor-geral da ESPM-Sul, Richard Lucht, uma pesquisa feita pela Fecomércio e Firjan apontou que o Rio Grande do Sul é o segundo polo criativo do Brasil.

“Apesar dessa vertente, os talentos vão embora porque se deparam com obstáculos para a ampliação de suas atividades. Com a incubadora, nossa meta é inverter a lógica, oferecendo condições para que esses criadores se desenvolvam aqui e ajudem o Estado a crescer junto”, esclarece Richard.

O prédio contará com escritórios para as empresas, salas de reunião, rede de internet de alta velocidade, auditório, galeria de arte e área de convivência.

Os bens e serviços oferecidos pela economia criativa cresceram até 14% no mundo em 2010, de acordo com o relatório das Nações Unidas. A China é o país com maior produção na economia criativa, seguido pelos Estados Unidos e pela Alemanha.

O Brasil ainda não está entre os 20 maiores produtores do setor, mas um estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) mostra que o setor representa 2,5% do PIB do país, o que corresponde à movimentação de quase R$ 93 bilhões.

No caso da incubadora, algumas áreas pretendidas, como jogos digitais, já encontram no próprio Brasil um cenário promissor.

O país é o quarto maior mercado mundial de games, com 35 milhões de usuários no ano passado.