Metade dos gestores de TI não tem uma estratégia de segurança para os dispositivos móveis que circulam nas suas empresas.

A constatação está em levantamento da LANDesk Software, empresa de gerenciamento de desktops, dispositivos móveis e servidores.

Dos 193 executivos de TI entrevistados, 54% não têm uma estratégia de segurança mobile em andamento nas corporações. Além disso, 37% disseram que lidam com mais de 10 incidentes de malware por mês.

Enquanto isso, 44% dos participantes declararam que pelo menos parte de sua mão de obra trabalha remotamente, e outros 77% afirmaram que os usuários finais usam seus dispositivos móveis pessoais no local de trabalho.

Ou seja, o uso de smartphones e talbets é regular para boa parte dos funcionários.

Para Marcelo Lava, diretor da LANDesk América Latina, os dados reforçam a hipótese de que os gestores de TI terão que se adaptar a essa nova realidade.

“Foi-se o tempo em que o gestor de TI tinha de realizar o provisionamento e a manutenção de uma única plataforma de computação. Esta pesquisa demonstra a natureza radical dessa evolução e enfatiza a urgência de uma mudança”, alerta Lava.

Estudo da Cisco realizado com 600 líderes de TI e negócios nos Estados Unidos, divulgado no mês passado, indica que 95% das empresas adotam o sistema BYOD, do inglês, Bring Your Own Device (traga seu próprio dispositivo).

Segundo a pesquisa, em 2014, o número médio de dispositivos conectados por profissionais chegará a 3,3, um aumento de em média 2,8 em comparação a 2012.

Em média, as iniciativas de mobilidade consumirão 20% dos orçamentos de TI em 2014, em contraste com um consumo de 17% em 2012.

A maioria dos líderes de TI (76%) considera a consumerização "relativamente" ou "extremamente" positiva para as suas empresas.