SAS lança solução em SaaS. Foto: divulgação.

O SAS, multinacional de soluções de business analytics, anunciou o lançamento da tecnologia SAS Fraud Framework, solução antifraudes voltada ao segmento de seguradoras e oferecida no formado de software como serviço (SaaS).

O novo produto inclui software, hardware e serviço de gestão estratégica contra fraude em uma plataforma na nuvem. De acordo com o SAS, a oferta tem o objetivo de atender, principalmente, às exigências de pequenas e médias empresas - dispensando o investimento em equipe interna para analisar os dados.

De acordo com Ricardo Saponara, especialista em fraude em seguradoras do SAS, a solução é capaz de identificar o invasor da subscrição ao sinistro, melhorar o índice de detecção e assertividade, assim como agilizar os processos internos de segurança.

Além disso, conforme explica o especialista, por ser em nuvem, o billing é feito de acordo com o uso da solução. "A cobrança é feita por transação, que inclui sinistros, cotações e apólices”, completa.

Conforme aponta o SAS, o mercado de seguradoras vem sofrendo um crescimento rápido de fraudes. Segundo pesquisa da companhia, apenas 21% das seguradoras dos Estados Unidos monitoram a incidência em tempo real e que somente 13% usam técnicas analíticas para detectar riscos.

Em 2014, o SAS Brasil cresceu 15% em receita, impulsionado por um ganho de 17% em novas licenças. Entretanto, para o novo ano a companhia estima que o crescimento dos negócios no país fique na casa dos 10%.

Ainda assim, os resultados da sucursal brasileira do SAS ficaram acima do total global da companhia, que teve 2,3% de crescimento ao fechar com uma receita de US$ 3,09 bilhões. Além disso, a operação brasileira tem o maior faturamento da empresa nos países do BRIC.

O Brasil ainda puxa as receitas da companhia na América Latina. Embora não divulgue valores totais, a empresa destaca o mercado brasileiro como o sexto maior da multinacional, atrás de Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Itália.

Segundo dados da companhia, este faturamento é puxado principalmente por três principais pilares de atuação: financeiro, que ocupa 50% do faturamento, telecoms, com 25%, e governo, com 15%.